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Coronavírus: governo orienta que brasileiros não viagem para a China (Foto: Pexels)
Saúde

Coronavírus: governo orienta brasileiros a evitar viagens à China

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O Ministério da Saúde pede aos brasileiros que evitem viagens para a China e só façam se for de extrema necessidade. O órgão está em alerta, devido à propagação do coronavírus. Em seu boletim, o Ministério da Saúde diz que já são três mil casos confirmados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessa forma, todo o território chinês passa a ser considerado uma área de transmissão ativa da doença.

Portanto, as pessoas vindas desta localidade nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos.

Em coletiva de imprensa, realizada em Brasília (DF), nesta terça-feira (28), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu para as pessoas que tenham precaução na hora de viajar. “Nós desaconselhamos e não proibimos as viagens para a China. Não se sabe, ainda, qual é a característica desse vírus que é novo; sabemos que ele tem alta letalidade. Não é recomendável que a pessoa se exponha a uma situação dessas e depois retorne ao Brasil e exponha mais pessoas. Recomendamos que, não sendo necessário, que não se faça viagens, até que o quadro todo esteja bem definido”, destacou o ministro da Saúde.

Suspeita no Brasil

O Ministério da Saúde está monitorando um caso suspeito de coronavírus em Belo Horizonte, Minas Gerais. A paciente, uma estudante, apresentou sintomas da doença e tem histórico de viagem para Wuhan, na China, epicentro dos casos.

A mulher está sendo tratada em isolamento e apresenta boas condições de saúde. Segundo o órgão, exames laboratoriais estão sendo realizados para identificar ou não o vírus. Para evitar a contaminação viral, o ministro orienta as pessoas a lavar as mãos, não espirrar e tossir sem proteger a pessoa que está na sua frente, não tocar nos olhos, nariz, boca e evitar tocar pessoas que estejam doentes.

Confira 4 Perguntas sobre o coronavírus

Mas afinal, o que é coronavírus?
Segundo o Ministério da Saúde, eles são uma grande família viral que causa infecções respiratórias tanto em seres humanos como em animais. E apesar de estarem em destaque atualmente, eles são nossos velhos conhecidos. Os primeiros coronavírus humanos foram identificados em meados de 1960. Os resultados das primeiras análises das equipes chinesas comprovaram que os atuais casos de pneumonia se devem a um novo coronavírus, semelhante ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que infectou mais de 8 mil pessoas e provocou mais de 700 mortes em 2003.

Quais são os sintomas?
De acordo com o Ministério da Saúde, o coronavírus causa infecções no sistema respiratório e sintomas como coriza, dor de garganta e febre. Nos casos mais graves é possível ter uma pneumonia e insuficiência renal.

As principais formas de contágio são: pelo ar, por meio de tosse ou espirro, contágio pessoal próximo e contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido então de contato com a boca, nariz ou olhos.

De onde o vírus vem?
É comum que os vírus se multipliquem em outros animais para depois se propagar entre os humanos. Segundo uma matéria da BBC, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que se propagou em 2003, passou para os humanos por meio de um animal selvagem conhecido como civeta (ou gato-de-algália, parente do guaxinim).

Em relação à manifestação do Coronavírus atual, os pacientes foram expostos ao mercado de frutos do mar onde também foram vendidos aves, cobras, morcegos. Um estudo publicado na última quinta-feira (22) no Journal of Medical Virology indicou que o coronavírus, que está se espalhando em Wuhan, se originou de serpentes.

Quais são os cuidados?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de infecções respiratórias agudas. Entre as orientações estão: evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

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