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Patrício Almeida, enfermeiro por formação e também com Mestrado em Ciências Farmacêuticas | Arte B Gabriel
Saúde

Pesquisador amapaense explica quando o Covid é considerado curado

Cleber Barbosa, da Redação

Estácio mobile

O pesquisador amapaense Patrício Almeida, que é doutor em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários e também em Engenharia Biomédica, é um dos autores intelectuais do tratamento experimental aceito pelo Comitê Médico de Enfrentamento ao Covid-19 no Amapá. Ele tem se dividido entre cuidar de pacientes, amigos e familiares, como também ir a eventos e usar as redes sociais para repassar seus conhecimentos, para preservar mais vidas. Nesta quinta-feira (21), postou orientações sobre quando e como o Covid-19 é considerada uma doença que foi superada, que o paciente esteja curado.

Segundo ele, isso acontece em condições ideais quando existem equipamentos laboratoriais disponíveis e, o hospital possuir o exame que chamamos de RT-PCR, necessário que o paciente esteja 14 dias sem sintomas sugestivos e apresente dois resultados negativos nesse teste dentro de 24 horas. “Em outras palavras, o sujeito não pode estar com falta de ar, dor no peito, febre, dificuldade para respirar e tosse por duas semanas. Na sequência, ele faz o tal do RT-PCR. Se o primeiro resultado não detectar o coronavírus em seu organismo, o exame é repetido no mesmo dia”, dissse ele.

Um segundo “negativo” no laudo indica que não há motivos para permanecer internado. Esse é o modelo adequado, pois permite ter mais segurança sobre a real situação de saúde.

A segunda possibilidade, ensina, é quando esse exame não está disponível — o que, infelizmente, é comum na realidade do Amapá. “Para ganhar alta nessa situação, é preciso estar sem febre por mais de três dias, além de não apresentar nenhum sintoma respiratório por uma semana. De volta a sua casa, o paciente deve tomar todos os cuidados, como usar máscara e não sair para a rua pelos próximos 14 dias. Se continuar tudo bem depois desse período, sem nenhuma recaída, o quadro é considerado como resolvido, concluiu.

Patrício, inclusive, apresentou algumas queixas de desconforto e dor no peito hoje, lembrando que ele já teve diagnosticada a doença na fase inicial e havia se recuperado. Amigos e profissionais se saúde torcem e oram que tudo logo passe.

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