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A participação do setor de turismo na economia do Amapá exerce um papel muito importante e os feriados sempre garantem maior frequência
Turismo

Números do Censo Hoteleiro aferem mais do turismo no Amapá

Cleber Barbosa, da Redação

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Segundo o Censo do Turismo de Macapá 2018, apurado pela Federação de Turismo do Estado do Amapá (FETur), a capital do Amapá também apresentou quadro de melhora nos índices do turismo receptivo, aquecidos, claro também pelos feriados prolongados. A pesquisa, coordenada pelo turismólogo Sandro Bello, reúne informações sobre a movimentação nos setores de hotelaria, transporte aéreo e alimentação fora do lar na capital.
Macapá recebeu 58.048 pessoas em todo o ano passado, ou seja, mais turistas e hóspedes em relação ao ano anterior. Esses visitantes passaram pelo menos 24 horas na cidade, pernoitando nela, o que configura tecnicamente ser considerado um turista. “Eles utilizaram os mais variados tipos de acomodações da capital do estado, o que resultou em uma injeção na economia local na ordem de R$ 54,8 milhões, valor considerado o maior gasto de turistas registrado desde 2015”, diz o especialista.
A taxa de ocupação hoteleira chegou a 59% (7% a mais que em 2017), mas, mesmo com o crescimento, a insatisfação com esse tipo de negócio aumentou entre quem atua na área.

Feriados geram impactos econômicos para o mercado do turismo

Se por um lado há quem reclame dos feriados prolongados – enforcados – o setor do turismo comemora. O mercado das viagens, por exemplo, tem motivos de sobra para comemorar e até mesmo se programar para atender as demandas destas épocas do ano. Segundo Eduardo Trapp Santarossa, professor dos cursos das áreas de Negócios e Ciências Jurídicas e Sociais da FSG, os números mostram que eles estão corretos.
De acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, o setor de turismo e viagens é um dos principais em todo o mundo, sendo responsável por 10,4% de todo a geração de renda global. Também gera 313 milhões de empregos, o que corresponde a aproximadamente 10% de todos os postos de trabalho mundiais, com tendência de crescimento nos próximos anos.
“Feriados mais próximos aos fins de semana tendem a ser mais positivos, pois garantem maior produtividade no turismo de lazer em regiões como as praias do Nordeste e do Rio de Janeiro, das Serras Gaúchas, dos museus e parques em São Paulo, entre outros”, diz o especialista. Diferentemente do Brasil, alguns países têm feriados que se movem para evitar de caírem no meio da semana, empurrando-os para o final de semana. O que acaba gerando maior produção e renda.

O pesquisador brasileiro Eduardo Trapp Santarossa

Os setores que mais lucram são os serviços de lazer, turismo, câmbio, transportes, hospedagem e alimentação. De acordo com o International Society of Hospitality Consultants, o setor hoteleiro atualmente conta com aproximadamente 10 mil hotéis, com uma projeção de crescimento de 13% até 2022. “É importante salientar que diversas regiões e municípios no Brasil dependem do turismo, com estruturas e negócios que se desenvolvem para receberem os turistas tanto em feriados prolongados como períodos de férias, seja no verão ou no inverno”, diz.
De acordo com o Ministério do turismo, no ano passado no feriado do dia do trabalhador e Corpus Christi aconteceram 4,5 milhões de viagens pelo Brasil e foi injetado 9 bilhões na economia. Já o feriado prolongado de 12 de outubro teve aproximadamente 3,24 milhões de viagens domésticas e impacto econômico de R$ 6,7 bilhões nos destinos visitados. A estimativa do Ministério do Turismo é de que os sete feriados prolongados de 2018 resultaram em 13,9 milhões de viagens e injetaram R$ 28,84 bilhões na economia brasileira.

Retomada da economia nacional tem reflexos no turismo, diz estudo

Após uma profunda recessão econômica, uma das mais longas de sua história, o Brasil iniciou uma lenta recuperação. A questão principal é a retomada da economia e consequente aumento da renda e emprego. Isso é mais importante para o crescimento dos negócios e dos setores ligados direta ou indiretamente ao turismo. Mesmo os feriados não conseguem compensar os efeitos negativos de uma crise econômica generalizada, a qual o Brasil tem enfrenta, mas é fundamental ressaltar que a retomada econômica impacta positivamente na geração de emprego e renda, logo, impulsionando o setor de turismo.
O professor Eduardo Trapp diz que o mercado financeiro e o governo esperam crescimento econômico na ordem de 2,5%, tanto para 2019 como para 2020. O comércio em geral tende a ser mais resiliente em períodos de crise, acompanhando o crescimento econômico. Esperamos que esses números se afirmem e que o Brasil possa aumentar a capacidade de crescimento nos próximos anos. “Apesar de não ser uma recuperação consolidada, existe o início de retomada em vários setores”, diz. O destaque vai para o otimismo dos empresários e consumidores nos últimos meses. Entretanto, há muitas incertezas, que passam pela ainda frágil economia brasileira, as instabilidades financeiras e turbulências comerciais internacionais e a ampla agenda de reformas que iniciou a ser proposta pelo novo governo. Apesar desses fatores, as perspectivas de crescimento tendem a elevar a geração de renda e os gastos dos consumidores em 2019. Em suma, espera-se que o comércio e serviços, inclusive o turismo, tenham um ano muito melhor do que os anteriores.

Curiosidades

– Os mais de 58 mil hóspedes da capital em 2018 ocuparam 174.145 diárias em 34 meios de hospedagem.

– O turismo de negócios (85%) ainda é o mais visado pelos turistas, seguido pelo de eventos (9%) e de lazer (1%).

– Mais leitos foram ofertados ao público: em 2017 eram 1.984, enquanto que no ano seguinte, Macapá chegou a 2.036 leitos.
58.000
Número de turistas em Macapá em 2018.

Meio do Mundo

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