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A residência do ex secretário de Estado foi objeto também de ação da PF
Amapá

Ex-secretário Juliano Del Castilo é alvo de operação da PF no Amapá

O ex secretário de planejamento do Governo do Amapá na gestão de Camilo Capiberibe (PSB) foi preso na manhã desta quinta-feira (27) em Macapá. Juliano Del Castilo foi conduzido para a Superintendência da Polícia Federal em, onde está prestando depoimento. Ele foi detido em casa, no bairro do Laguinho, durante a Operação Arauto, deflagrada pela PF desde as primeiras horas da manhã. Objetivo é desarticular uma quadrilha que fraudava licitação de consultoria no Estado do Amapá.
Segundo a Polícia Federal, a ação é resultado de um trabalho em conjunto a Controladoria Geral da União. Policiais Federais cumpriram 7 mandados de Prisão Temporária e 14 mandados de Busca e Apreensão, além do sequestro de bens e valores nas cidades de Macapá/AP, Belém/PA, Porto Velho/RO, São Paulo/SP e Curitiba/PR.
De acordo com as investigações, duas empresas de consultoria, previamente ajustadas, participavam da licitação, visando dar aparência de concorrência. Contudo, no ato da abertura das propostas da licitação, verificou-se que o representante de uma das empresas concorrentes era um mototaxista, que teria recebido R$ 50 para entregar a proposta, sem participar do certame.
O valor aproximado da licitação objeto da investigação era de R$ 20 milhões, com aporte de recursos do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Verificou-se a atuação de lobista junto ao BNDES, cuja função principal era obter recursos para o Estado do Amapá. Ele atuava em conluio com empresários e agentes públicos na contratação fraudulenta de empresa de consultoria com a finalidade de desviar parte dos recursos. Ao menos R$ 2 milhões foram desviados em favor da atuação do lobista. A investigação também apontou o pagamento de vantagens indevidas ao fiscal do contrato.

Estácio mobile

Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção passiva e peculato. Se condenados, as penas somadas podem chegar a 31 anos reclusão.
O termo arauto significa “mensageiro, porta-voz” e, no caso, faz alusão ao lobista que atuava como mensageiro entre funcionários do BNDES, empresários e agentes públicos.

Outro lado

A reportagem tentou ouvir a defesa do ex secretário Juliano Del Castilo, mas a assessoria dele e do partido Socialista Brasileiro (PSB) não deu retorno aos telefonemas. Também nenhuma nota oficial foi emitida por parte da comunicação da legenda.

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