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Educação

Tem medo de falar em público? Especialista ensina a se sair bem

O coração acelera ao subir ao palco e encarar uma plateia lotada de gente e, em questão de segundos, o que havia sido preparado para apresentar parece “sumir” da mente. Essa é a sensação de quem se sente intimidado ao falar para um grande número de pessoas. A boa notícia é que é possível, sim, contornar esse problema.

Esse tipo de episódio é mais comum do que se imagina, atingindo grande parcela da população. Segundo estudo recente do jornal britânico “Sunday Times”, a “aversão a falar em público” é apontada como o maior receio dos entrevistados. Foram ouvidas 3.000 pessoas em todo o Reino Unido, e 41% elegeram essa a principal causa de medo– à frente de ter problemas financeiros (22%), medo de doenças (19%) e medo de morrer (19%).

O especialista em comunicação verbal Kim Archetti explica que esse medo pode atingir qualquer pessoa, e que existem treinamentos para quebrar essa barreira. “Muitas personalidades importantes e inspiradoras já sofreram com isso e foram treinadas. Essa fobia pode prejudicar o desenvolvimento da carreira e o relacionamento social, mas, por outro lado, pode ser encarada como estímulo para vencer as próprias limitações”, analisa.

Confira 5 dicas do especialista sobre o temido momento de falar em público:

1. Extroversão não é garantia

1- Extroversão não é garantia

Créditos: Shutterstock

É difícil imaginar que uma pessoa extrovertida possa ficar apreensiva para falar em público. Mas, segundo Archetti, timidez e medo de se comunicar nem sempre andam juntos. Geralmente os extrovertidas não têm medo de interagir com pessoas que já conhecem, em grupos menores. Mas quando precisam falar para centenas de anônimos, isso pode mudar.

“É muito mais fácil ser expansivo com pessoas com as quais se tem alguma intimidade, ou se conhece um pouco, do que com uma multidão desconhecida. Na primeira situação, o cérebro não cria barreiras e os pensamentos fluem de forma tranquila. Isso não acontece quando se é colocado em uma situação considerada tensa e incômoda”, explica ele.

2. DOM não existe

2- Dom não existe

Vemos diariamente personalidades e famosos se expressando muito bem em público, com frases bem colocadas, coerentes e claras. Muitas vezes, acredita-se que aquela pessoa nasceu com o “dom” de se comunicar.

Para Archetti, não existe dom, mas sim treino. “Desde que a retórica – arte de se comunicar de forma eficaz e persuasiva – surgiu na Grécia Antiga ou mesmo a oratória – derivada da retórica, mas com uma comunicação mais elegante – uma coisa é unânime: ambas são técnicas que são desenvolvidas de acordo com o treino”.

“Todo mundo nasce com alguma habilidade específica, mas geralmente é necessário lapidá-la para que ela chegue a ser considerada um talento. Aulas, exercícios, treinamentos e cursos muitas vezes ajudam muito quem quer se aperfeiçoar, melhorando a forma de se comunicar ou até mesmo eliminando totalmente o medo de falar em público“, explica

3. Autodepreciação

3- Autodepreciação

Para o especialista, outro fator importante é ter bom senso e percepção apropriada de si mesmo. “Ter auto-crítica é necessário para avaliar nossas próprias ações, mas isso não pode se tornar uma forma de autodepreciação. Ao enaltecer certas características negativas de si mesmo, o interlocutor cria uma empatia com o público e fica mais à vontade em continuar com sua apresentação”.

Entretanto, ele adverte que o processo de comunicação deve ser leve, preciso, assertivo e sem muitos exageros na autodepreciação. ” Acontece de a pessoa se apegar tanto nos destaques negativos de si, que perde o foco da mensagem de que realmente precisa transmitir. É necessário fazer uma dosagem nesta comunicação, trazendo um equilíbrio no discurso”, alerta.

4. Naturalidade

4- Naturalidademedo de falar para uma grande plateia acarreta problemas que podem prejudicar – e muito- a performance da pessoa em questão. “É comum que indivíduos que sofram com sintomas não somente psicológicos, como também físicos. O nervosismo torna-se tão latente que algumas pessoas passam a agir de forma ‘robótica’ e totalmente artificial”, diz.

 

“Muitas pessoas caem no erro de usar materiais  como materiais de apoio como muletas em vez de como guia para a palestra, deixando visível que é o material que está sustentando a apresentação. Uma solução para falar para um grande número de pessoas de forma natural é encarar a palestra como oportunidade, seja no campo educacional, profissional ou pessoal. Com isso, a ‘ameaça’ sentida ao falar em público pode parecer um pouco menor”.

5- Prepare-se

5- Prepare-sePesquisar bastante sobre o que será dito e preparar-se com antecedência ajudará a ter confiança em si mesmo, passando a impressão de mais tranquilidade e menos nervosismo. “Quanto mais a pessoa souber sobre aquele determinado assunto que discutirá, melhor poderá quando precisar improvisar, evitando ser pego desprevenido nessa situação”, diz.

“Para abordar qualquer conteúdo de forma natural, é preciso estar em sintonia com o que está sendo dito. Uma técnica que pode ajudar bastante é mesclar o tema que será discutido com temas sobre os quais você gosta de falar. Por exemplo, se a pessoa gostar de futebol, fazer analogias ou metáforas que mostram que um tema por estar ligado ao outro”, resume.

Sobre Kim Archetti –

Kim Archetti

Especialista em redes sociais e viralização de vídeos, é CEO & Founder do Awakim Academy – startup de educação com foco em comunicação e protagonismo. Tornou-se popular por seus shows como comediante de Stand-Up e Mestre de Cerimônias, e criou o método de palestras humortivacionais, com mais de 300 palestras feitas para empresas do Brasil. Em 2017, foi consagrado pelo público e prefeito de São Paulo, João Dória Jr. pela veiculação do vídeo “Recado ao Prefeito de São Paulo”, que em poucos dias teve mais de 4,2 milhões de visualizações e 100 mil compartilhamento orgânicos.

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