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Navio Wisby Atlântic, das Bahamas, tem 183 metros de comprimento e 32 metros de largura | Divulgação
Economia

Ação da praticagem evita acidente ambiental com petroleiro no Amapá

Depois que um navio petroleiro encalhou no Amapá carregando 50 milhões de litros de petróleo, a Praticagem do Amapá fez um alerta para o risco de uma tragédia ambiental no Rio Amazonas. O acidente ocorreu na última terça-feira (15), na localidade de Ilha das Pedreiras, a cerca de 64 quilômetros de Macapá. O navio Wisby Atlântic, das Bahamas, com 183 metros de comprimento e 32 metros de largura, bateu contra o banco de areia e ficou preso.

Um rebocador da Companhia Docas de Santana conseguiu liberar a parte dianteira da embarcação, mas da meia nau até a popa (parte traseira), o navio continuou preso.  “Imagina um navio daquele tamanho com uma parte presa no banco. O ritmo das ondas e da maré, que desce e sobe, está estressando a estrutura da embarcação”, avaliou o vice-presidente mundial da Praticagem, Ricardo Falcão.

O risco de ruptura do casco foi grande, o que resultaria no derramamento de óleo no canal, o que afetaria até o abastecimento de água tratada para toda a população de Macapá. “Com a velocidade de corrente que sobe e desce o rio em períodos de 5 a 7 horas, em cada sentido, um eventual derramamento de óleo pode contaminar a captação de água de Macapá, destruir a pesca de Afuá e contaminar diversos rios e igarapés”, alertou Falcão.

O trecho do Rio Amazonas onde o navio encalhou tem profundidades de 12 a 14 metros, mas, como estava do lado errado do canal, o navio acabou encalhando. O local é o único do país onde a presença de um prático a bordo é facultativa. Com a nova preamar, o navio foi retirado para fora do banco, e conduzido até a zona de praticagem da Fazendinha, nesta quarta-feira (16), onde aguarda por uma inspeção da autoridade marítima.

Falcão comparou o caso ao navio Exxon Valdez. Em 1989, o navio encalhou e derramou 36 mil toneladas de óleo bruto no mar do Alasca, causando uma mortandade épica de animais marinhos e aves, além de um gasto de US$ 4 bilhões para limpeza das praias, além de indenizações.

 

Acompanhe vídeo com os detalhes da operação de socorro ao navio

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