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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

POLÍCIA | Trabalho escravo e lavagem de dinheiro são o foco da operação da PF no AP

A operação deflagrada hoje no Lourenço, em Macapá, no Rio de Janeiro e São Paulo | Fotos: Reprodução
Cleber Barbosa
Da Redação

Exatamente na véspera do aniversário do Laudo Suíço, documento histórico que fez o Amapá ser Brasil, a Polícia Federal deflagra uma grande operação no estado, tendo como alvo das investigações o Garimpo do Lourenço – considerado o mais antigo garimpo ativo no país. A citação ao Contestado Franco-Brasileiro, é porque foi a descoberta exatamente desse ouro de Calçoene, em 1893, que gerou a disputa pelos limites territoriais com a Guiana Francesa, daí a defesa candente do Barão do Rio Branco no Tribunal Suíço, em 1900.
Mas tirando a nostalgia e a história de lado, o Amapá novamente aparece no noticiário nacional por maus feitos de seus compatriotas. Segundo a Polícia Federal informou nesta quinta-feira em entrevista coletiva, diversos crimes vinham sendo praticados usando a Cooperativa Garimpeira do Lourenço (Coogal), tendo os trabalhadores como vítimas.
Segundo a delegada da PF Gabriela Madri Aquino, que é chefe do Serviço de Repressão ao Trabalho Forçado, as investigações iniciadas ainda em 2015 pelo Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal, apontam para uma série de ilícitos na região do garimpo, entre eles de trabalho assemelhado à escravidão, danos ao meio ambiente e até lavagem de dinheiro.
Delegados da PF, Gabriela Madri Aquino e Alain Leão | Fotos: Cassia Lima/SN
Já o delegado regional da PF no Amapá, Alain Leão, explicou que somente na sexta-feira será possível dar mais detalhes a respeito de todos os envolvidos e suas devidas participações nos crimes investigados. “Até porque a operação ainda está em curso, no próprio Garimpo do Lourenço, portanto somente quando nosso pessoal retornar e as devidas perícias forem realizadas poderemos dar mais informações”, disse ele.
Mas a PF confirmou que o atual secretário de educação de Macapá, Moisés Rivaldo Pereira, está entre as pessoas conduzidas à Superintendência da PF em Macapá, porém devido a decretação de sua prisão preventiva – por tempo indeterminado. Os demais nomes, apesar de forte especulação nas redes sociais, não foram confirmados.
A Prefeitura de Macapá emitiu nota para informar lamentar o ocorrido com um auxiliar do prefeito Clécio Luís (Rede) e que está afastando preventivamente o secretário de educação do cargo “para possibilitar que ele possa apresentar sua defesa”. Ele será substituído pela secretária-adjunta da Semed, a professora Sandra Casemiro.


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