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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

POLÍTICA | Comissões da Assembleia debatem alternativas econômicas para o Estado

As comissões de Administração Pública (CAP) e Indústria e Comércio (CIC) realizaram, na manhã desta quarta-feira (4), a primeira sessão conjunta para definir calendário de visitas técnicas ao complexo industrial minerário da Alunorte, localizado em Barcarena (PA), no período de 8 a 11 de novembro. A finalidade é colher subsídios para a comissão e situar as informações na realidade do setor mineral do Amapá.

Alunorte está em operação desde 1995. Além da bauxita, que vem de Paragominas pelo mineroduto, recebe bauxita que vem da Mineração Rio do Norte, pelo porto da Vila do Conde. Parte dessa alumina é exportada para o Japão e Europa, e outra parte alimenta a Albras.

O resíduo da produção é a chamada lama vermelha, que é um resíduo gerado pela produção de alumina a partir de bauxita. A lama é um produto residual, composto, em parte, por elementos do minério original de bauxita, em parte, por elementos adicionados durante o processo. “Quando se trata de mineração, nosso estado foi agraciado por Deus com vários tipos de minérios no nosso solo, naturalmente. Uma visita a este local, teremos que trazer o maior número de informações, principalmente de como se dar a exploração, exportação e cobrança de impostos, as contrapartida e compensações ambientais, para que possamos incentivar as empresa do setor mineral a investir no Amapá”, justifica o deputado Charles Marques (PSDC), membro da Comissão da Indústria e Comércio.

Ele citou a grande discussão em relação a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). “Que possamos estabelecer o diálogo com a Alunorte, não apenas no sentido do que ela faz pelo estado do Pará, mas poderíamos incentivá-los a conhecer e empreender no Amapá. Essa poderia ser a grande notícia”, frisa Charles Marques. Os membros das duas comissões também aprovaram agenda de visita à empresa Cadam e Jari Celulose, no período de 26 a 29 de novembro deste ano. “Sabemos da importância da economia dessa empresa para os estados do Pará e Amapá, mas também temos que discutir sobre as mazelas, como a poluição que prejudica a população do município de Vitória do Jari”, destaca a deputada Telma Gurgel, membro da Comissão de Administração Pública.

As duas comissões aprovaram dois requerimentos de autoria do presidente da CIC, deputado Augusto Aguiar, solicitando audiência com o diretor-superintendente do Sebrae/AP, João Carlos Alvarenga, para buscar informações sobre as ações da entidade no sentido de qualificar profissionalmente os amapaenses. “Com a perspectiva da instalação de novas empresas no Amapá, precisamos qualificar a mão de obra local”, frisa Augusto Aguiar. O parlamentar pediu também que seja realizada uma visita à Agência de Fomento do Amapá (Afap), uma instituição especializada na área de microcrédito, que tem por objetivo promover o desenvolvimento econômico e social do estado.

“Precisamos saber como está sendo desenvolvido esse trabalho, principalmente se está atendendo as exigências do mercado e da população interessada na economia local. Haja vista que em 2016 a agência devolveu dinheiro para o Estado, por falta de investimento”, finaliza o parlamentar. 

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