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sábado, 28 de outubro de 2017

MINERAÇÃO | Mineradora australiana PanAust faz prospecção de negócios no Amapá

Mina de cobre-ouro Phu Kham, no Laos, de propriedade da mineradora PanAust
Texto | Cleber Barbosa, da Redação
Tradução | Prof. Marcelo Nunes Filho

O setor de mineração vive a expectativa de ser novamente um protagonista da economia do Amapá, em que pese a crise que o setor passou desde o desabamento do Porto da Anglo American, em Santana, no ano de 2013. Agora é a mineradora PanAust quem mira o estado, oficialmente para “prospectar negócios”.
Executivo Glen Commel
Ontem (27) representantes da PanAust protocolaram na Assembleia Legislativa um ofício encaminhado ao presidente da Casa, deputado Kaká Barbosa, apresentando suas credenciais. “Estamos buscando uma reunião para lhe apresentar a PanAust e discutir potenciais investimentos no setor minerário brasileiro”, diz o executivo Glen Connell, gerente geral de relações governamentais e comunitárias, que assina a carta oficial ao Parlamento Estadual.
A PanAust é uma produtora de cobre de nível médio e ouro bem sucedida com sede em Brisbane, Austrália, de propriedade da Guangdong Rising Assets Management (GRAM), uma empresa estatal chinesa.
Carta da PanAust ao Parlamento do AP
A mineradora é a desenvolvedora, proprietária e operadora de duas operações de mineração de classe mundial em Laos – a operação Phu Kham de cobre e ouro e a operação de ouro e prata de Ban Houayxai – e possui um portfólio de estudo em pré desenvolvimento, incluindo o projeto em larga escala da Frieda River Cooper-Gold em Papua, Nova Guiné. “A empresa está investigando potenciais oportunidades de crescimento em novos mercados, incluindo o Brasil”, reforça Connel.
Ao final do documento, o executivo indaga sobre a disponibilidade de reunião para formalmente apresentar a PanAust e discutir o ambiente de investimento em relação ao setor minerário.

Premiação
Em seus negócios na Ásia, a PanAust já ganhou prêmio por suas ações de responsabilidade social e apoio a comunidades locais. Foi reconhecida por seu programa de suporte econômico às vilas próximas as suas operações de mineração em Laos, no sudeste asiático. Ela recebeu o prêmio de Liderança Sustentável 2013 durante o Asia Mining Congress.
A PanAust foi premiada por incentivar o empreendedorismo feminino e a alfabetização por meio de programas de treinamento e acesso à micro-créditos, em comunidades próximas aos seus empreendimentos em Laos.
Durante o ano de 2012, os programas de micro-crédito e poupança da PanAust forneceram mais de US$ 210 mil em empréstimos e US$ 138 mil em depósitos em poupança para 743 membros das comunidades.

Recusa
A PanAust acaba de recusar uma oferta de 1 bilhão de dólares feita pelo grupo chinês Guangdong Rising Assets Management, pelas suas minas. Proposta considerada irrecusável para muitos, mas não para a mineradora australiana, cujas minas são responsáveis por mais de 8% do PIB de Laos e foram avaliadas em US$1,37 bilhão de dólares.
Ao mesmo tempo em que recusava a oferta a PanAust convidou o grupo chinês para estudar a sua contabilidade e aumentar a sua oferta de A$2.30 por ação – já que o grupo chinês já controla 23% da PanAust.

Colaboraram: NMB, Gemas do Brasil 

Um comentário:

  1. Tomara que der tudo certo, que venha e faça o resgate dos funcionários, fornecedores e credores que foram enganados pela ZAMIN...

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