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sábado, 2 de setembro de 2017

TURISMO | O sonho gringo de navegar pelo nosso Rio Amazonas

O inusitado de chegar navegando até o maior rio do planeta é uma façanha que muitos aventureiros almejam, entre eles os integrantes do famoso “Rally Iles du Soleil”, expedição de renome internacional.
Os barcos integrantes do rally internacional que atravessou o Oceano Atlântico para alcançar o gigantesco rio-mar fizeram a alegria dos ribeirinhos que puderam interagir com os aventureiros.

Cleber Barbosa
Da Redação

Velejadores de todo o mundo sonham alcançar o Rio Amazonas – o maior do mundo em volume de água e extensão – para colocar no currículo o fato de ter vencido o famoso rio-mar. Recentemente, depois de oito meses a bordo de um veleiro conhecendo os lugares mais bonitos do mundo, os integrantes do Rally Iles du Soleil, também singraram suas águas. A aventura reuniu 26 embarcações europeias que saíram falando maravilhas a nosso respeito e prometendo voltar.
O grupo era formado por franceses, suíços, alemães, italianos e espanhóis. Eles fazem parte desta gigantesca regata, que oficialmente é um “Rallye Nautique”, que reúne velejadores que já visitaram praticamente todo o planeta. Durante a estadia na Amazônia, os europeus fizeram uma parada até no famoso Festival do Camarão, no município paraense de Afuá, vizinho ao estado do Amapá onde a festa é em julho.


 BRASILEIROS
Na ocasião, o francês Allan Plenie, da embarcação Naomi II, arriscou falar na língua portuguesa sobre a experiência de visita a Amazônia. “Nós do rally encontramos pessoas boas e acolhedoras, passamos dias maravilhosos e levaremos para a Europa boas recordações daqui”, disse ele.
Pedro Campos, jornalista brasileiro que integrou a expedição a bordo do Veleiro Repórter, diz que o clube de cruzeiristas chegou a percorrer 1 mil quilômetros no Rio Amazonas. Ele destaca o intercâmbio proporcionado pelo convívio com tantos aventureiros estrangeiros, nas muitas etapas da viagem. “Sempre regadas a muita conversa fora e a taças e mais taças de bons vinhos chilenos, espanhóis ou franceses, íamos degustando das melhores guloseimas que esses chefs aprenderam pelos portos por onde passaram neste mundo afora”, diz.
Aliás, sobre a verdadeira mostra gastronômica, Campos narra que são iguarias doces e salgadas de tirar o fôlego do estômago de um nordestino da gema. “Tudo feito com muito esmero pelas jovens senhoras recém aposentadas e que, na presença de um visitante made in Brazil feito moi, se empenham ainda mais nas pequeninas cozinhas dos seus veleiros, para tornar cada petisco um manjar dos deuses”, derrete-se o brasileiro, que em seu diário de bordo ainda registrou outro agradecimento. “Merci, madames, pelos quilinhos adquiridos”, encerra, bem humorado, o jornalista brasileiro, o Pedro Campos (foto).

CURIOSIDADES
Tunguragua e Marañón são os nomes de batismo do Amazonas, quando nasce, a 5.500 m de altura, no Peru. Ao entrar em território brasileiro, o Amazonas é chamado de Solimões até 30 km a leste de Manaus, onde recebe as águas do rio Negro. São cerca de 7 mil afluentes em todo o percurso. A bacia do Amazonas é a mais vasta do mundo: mais de 5 milhões de km2. Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela e Guiana são os países banhados pelo rio.

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