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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

AGRONEGÓCIO | Empresa anuncia instalação de usina de álcool combustível no Amapá


Aspecto da reunião do empresário Hilder Rocha com dirigentes da Aprosoja, em Macapá

Tendo como razão social a marca Pioneira, a indústria do empresário cearense Hilder Rocha de Oliveira, anuncia a instalação de um arrojado – e pioneiro – projeto de produzir álcool combustível no Amapá. A apresentação foi feita nesta quarta-feira (23) na Casa do Agro, em Macapá, durante reunião com dirigentes da Aprosoja-AP (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Amapá). Daniel Sebben, que dirige a entidade, se disse feliz com os dados apresentados e prometeu apoio.
Hilder Rocha já morou no Amapá, nas décadas de 1970 e 1980, tendo adquirido terras no município de Mazagão e iniciado um projeto agrícola que depois acabou transferindo para o Nordeste. Agora está de volta, aproveitando, claro, o bom momento da indústria do agronegócio que desponta no Amapá e o reconhecido apoio do poder público ao incremento das atividades do setor produtivo.
Falando à reportagem, ele disse que o projeto tem como matéria-prima os grãos que já são produzidos no Amapá, como o milho, que no primeiro contato com os representantes da Aprosoja ouviu manifestações sobre o desejo de também produzir arroz e sorgo, o que só melhora a oferta de matéria-prima para o seu projeto. “Queremos produzir o álcool anidro e o álcool hidratado, ou seja, um para queimar direto no carro e o outro para adicionar à gasolina”, explicou Rocha.
Empresário cearense Hilder Rocha, da Pioneira Álcool Amapá
Atualmente, todo o álcool consumido no estado do Amapá é importado ou do Centro-Oeste ou do Sudeste, daí a relevância do projeto da empresa Pioneira, que se propõe a distribuir na própria região Norte o excedente da futura produção de álcool, que já teria inclusive compradores definidos. “Como também para o subproduto da destilaria, no caso a proteína do milho, que nós já temos mercado certo, a Avini, do Ceará, que já fornece ovos aqui para o Amapá, pois tem interesse, afinal já se utiliza de quarenta mil sacas por mês de proteína de soja, então daria uma oportunidade para que colocássemos toda a proteína de nossa futura produção casso partíssemos para a exportação”, explicou Hilder Rocha.

Mercados
Presidente da Aprosoja-AP, empresário Daniel Sebben
Daniel Sebben disse ter ficado uma boa impressão com a apresentação do projeto do álcool, especialmente devido essa sensação comum entre os empreendedores locais e os que estão chegando ao estado, de que o Amapá é sim viável. “E que podemos produzir mais, podemos trabalhar mais, podemos acessar novos produtos, diversificar nossa produção e agregar mais valor ainda à agricultura do Amapá e assim expandir os horizontes”, comemorou o dirigente da Aprosoja.
Ele citou a experiência bem sucedida de outros estados, especialmente da região Centro-Oeste, que começaram com ideias, com viagens, intercâmbio e troca de informações e hoje são realidade. “O próprio projeto de etanol de milho do Mato Grosso, que na semana passada foi notícia nacional com a inauguração da primeira fábrica em Lucas do Rio Verde”, disse Daniel Sebben, que lembrou da trajetória do álcool, iniciada ainda na década de 90 nos Estados Unidos e que depois chegou ao Centro-Oeste do Brasil, sempre driblando as dificuldades, especialmente as de logística.

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