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domingo, 30 de julho de 2017

AEROPORTO REBAIXADO? Infraero garante terminal de Macapá como internacional

Pátio do aeroporto de Macapá, onde operam voos domésticos a Azul, Gol e Latam
CLEBER BARBOSA
BLOG CLEBERBARBOSA.NET
Brasileiros que residem na Guiana Francesa receberam a informação essa semana de um suposto “rebaixamento” de categoria do Aeroporto de Macapá, que teria perdido a condição de terminal internacional. Uma passageira da Azul – única companhia aérea brasileira a operar voos para Caiena – disse ter ouvido essa informação na capital da Guiana Francesa, dos próprios funcionários da empresa, diante de questionamentos a respeito da falta de voos para a capital do Amapá. Em Macapá, a representação local da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) nega peremptoriamente essa notícia.
A reportagem ouviu a atual superintendente da Infraero em Macapá, Keila Paula de Moraes, que garantiu a permanência do terminal amapaense como um aeroporto internacional. “Continuamos com essa categoria, tanto que os serviços de aduana permanecem em pleno funcionamento, atendendo inclusive a aviação executiva internacional e tudo o que precisa ser internado no Brasil a partir de Macapá”, disse a representante da Infraero.
Já na Polícia Federal, o Superintendente Regional, delegado Raimundo Soares de Freitas, falou à reportagem por telefone – ele está de férias – a respeito do assunto e também assegurou que os serviços a cargo da PF também permanecem inalterados no aeroporto. “Nossos plantões ocorrem normalmente, a cargo da delegada Tainá, que é a chefe do setor de controle internacional dos voos”, disse ele.
Atualmente, a outra companhia aérea brasileira a operar voos para a região do chamado Platô das Guianas (Suriname, Guiana Francesa e República da Guiana) é a Gol Linhas Aéreas, na rota Belém/Paramaribo, porém também não confirma voos a Macapá. “Ao menos um voo semanal para Macapá seria muito importante para o incremento do turismo regional, aquele que integraria toda essa região compreendida entre o Amapá, Pará e Guianas”, diz Pietrina Salgado, da ABAV-AP.
Trajetória
A história do Aeroporto de Macapá, que foi rebatizado em abril de 2009 como Alberto Alcolumbre em homenagem a um grande empresário local, começou a ser escrita na década de 1930 durante a Segunda Guerra, quando o governo dos Estados Unidos buscou composição com o Brasil para construção de bases aéreas militares. No ano de 1943, na época do antigo Território Federal do Amapá, o então governador Janary Nunes, convidou o coronel Belarmino Bravo, da Força Aérea Boliviana, para fundar o Aeroclube de Macapá, para desenvolver, basicamente, atividades na área social e recreativa.

‘Puxadinho’ era para ser temporário e foi ficando, ficando...

Na primeira gestão do então presidente Luís Inácio Lula da Silva, foi lançada a obra de construção do novo aeroporto de Macapá, mas o consórcio vencedor da licitação, liderado pela embroncada Construtora Galtama, acabou abandonando a obra, que segue lentamente sob a coordenação de outras empresas que formavam o conjunto de empresas.
Mas para amenizar a falta de estrutura do velho terminal de passageiros de Macapá, a Infraero realizou, a toque de caixa, a instalação de uma estrutura modular para fazer frente às novas demandas que o Amapá já apresentava, tanto do ponto de vista do crescimento populacional quanto do próprio desenvolvimento econômico.
Várias melhorias foram realizadas no aeroporto como a troca do piso e do forro, além da reforma de sanitários do terminal de passageiros em 2012. No ano seguinte, os trabalhos continuaram com a construção de módulos operacionais para as salas de embarque e desembarque, a revitalização da fachada e a ampliação do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves. As reformas possibilitaram o aumento da capacidade de passageiros de 750 mil para 2,1 milhões por ano.

Fatos históricos passados no velho terminal do então Território Federal

A história do Aeroporto de Macapá vem ainda dos tempos do Território Federal do Amapá (TFA). Com a instalação do Serviço de Aeronáutica (Saer), em 1953, composto por um hangar, um avião Bonanza Beechcraft A 36 e um campo de pouso, a sistematização de frequência de voos ficou consolidada. O avião foi adquirido com o objetivo de atender com mais rapidez a cobertura dos serviços administrativos do governo e, ao mesmo tempo, auxiliar a população no transporte de medicamentos para o interior ou de pessoas doentes para Belém do Pará. No ano de 1956 foi criado no Aeroclube do Macapá, o curso de piloto de aeronaves. Em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. O Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre passa à administração da Infraero em março de 1979.
Curiosidades
Em 1955, o ex-presidente da Argentina, Juan Domingo Perón, deposto em 1955 por um golpe militar, hospedou-se por um dia na Base Aérea do Amapá, a caminho do exílio.
Já em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. Aliás, isso acabou originando a denominação da via, a principal avenida do centro da cidade de Macapá.
Nos idos de 1980, Obras de arte em exposição permanente no aeroporto recepcionam os passageiros: um busto em bronze em homenagem a Coaracy Monteiro Nunes, primeiro deputado federal pelo Amapá, uma pintura de Raimundo Braga de Almeida – doada pelo autor em 1980 –, que retrata a capital, vista sob o ângulo principal da Fortaleza de São José, além de um monumento em miniatura da mesma Fortaleza.
INFORMAÇÕES
– O Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre passou à administração da Infraero em março de 1979.
– O Aeroporto Internacional de Macapá passou a se chamar oficialmente Alberto Alcolumbre em abril de 2009, em homenagem a um grande empresário da cidade.
– Em 1958, a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto de Macapá.
1930
Ano de abertura da Base Aérea do Amapá.

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