Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura, política e empreendedorismo.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

TURISMO | Nacional Inn Hotéis comemora premiações recebidas do Hotel Urbano

Antonio Gomes - diretor do Hotel Urbano e Daniel Santos - diretor do Nacional Inn Hotéis. 
A diretoria da marca Nacional Inn Hotéis, representada por Daniel Santos, recebeu das mãos do diretor do Hotel Urbano, Antonio Gomes, o prêmio de principal parceiro. A honraria foi outorgada, na sede do Hotel Urbano, para o Thermas Resort Walter World - All Inclusive e, também, à rede Nacional Inn Hotéis, pela performance de vendas. “Ficamos muito honrados e gratificados pela distinção recebida. Acreditamos que essa conquista vem premiar a dedicação e o trabalho duro que fazem as coisas boas acontecerem em nossa empresa”, salienta Daniel Santos.

O complexo hoteleiro representado pelo Thermas Resort Walter World, em Poços de Caldas (MG), é único enquanto endereço localizado dentro de parque temático com mais de 150 mil m², em meio a muito verde, água pura e abundante e atrações para todas as idades. Ao chegar no empreendimento, rodeado pelas montanhas da Mantiqueira que marcam a paisagem de Poços de Caldas, o visitante se surpreende a todo instante. O Thermas Resort Walter World tem 146 apartamentos, divididos em cinco andares, nas categorias Luxo e Superior, além de duas Suítes Presidenciais.

Rede Nacional Inn Hotéis

Surgida no início dos anos 70 na cidade de Poços de Caldas (MG), a Rede Nacional Inn Hotéis possui 53 unidades hoteleiras próprias, presentes em 23 destinos de sete estados brasileiros. A expansão, em bases sólidas e comprometida com a qualidade do atendimento, obedece a melhor logística de cada localidade. Por um lado, a hospitalidade e a gastronomia mineira. De outro, a adoção dos avanços da tecnologia de vendas e atendimento online, o que amplifica a capilaridade da rede em âmbito nacional e internacional. A maior rede de hotéis próprios do país oferece mais de cinco mil habitações com todo o conforto e facilidades do mundo moderno.

domingo, 30 de julho de 2017

TURISMO | Parque Nacional do Iguaçu atinge a marca de 1 milhão de visitantes

Exemplo de conservação da biodiversidade e desenvolvimento do turismo sustentável, o Parque Nacional do Iguaçu, onde estão localizadas as Cataratas do Iguaçu, superou neste sábado, 29 de julho, às 13h34, a marca de 1 milhão de visitantes no ano.

Importante destacar que a marca obtida pelo lado brasileiro do parque ocorre 19 dias antes do recorde anterior, de 17 de agosto de 2015, ano também que a unidade de conservação registrou sua melhor visitação anual, com 1.642.093 pessoas. Brasileiros lideram o movimento, seguidos de argentinos, paraguaios, franceses, alemães e norte-americanos.

Os bons números refletem o momento positivo do Destino Iguaçu. Apesar da estagnação econômica, Foz do Iguaçu tem sido o destino preferido dos brasileiros. Ao mesmo tempo, o câmbio favorável estimula o turismo doméstico e a vinda de argentinos e turistas do Mercosul.

"Também contribuem positivamente para esse bom desempenho do Destino, o turismo rodoviário regional, a boa oferta de assentos pelas companhias aéreas e a excelente relação custo-beneficio da nossa rede hoteleira. A expectativa é fecharmos o ano com um crescimento entre 15% e 20%, com cerca de 1,8 milhão de visitantes", afirma o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos, Gilmar Piolla.

AEROPORTO REBAIXADO? Infraero garante terminal de Macapá como internacional

Pátio do aeroporto de Macapá, onde operam voos domésticos a Azul, Gol e Latam
CLEBER BARBOSA
BLOG CLEBERBARBOSA.NET
Brasileiros que residem na Guiana Francesa receberam a informação essa semana de um suposto “rebaixamento” de categoria do Aeroporto de Macapá, que teria perdido a condição de terminal internacional. Uma passageira da Azul – única companhia aérea brasileira a operar voos para Caiena – disse ter ouvido essa informação na capital da Guiana Francesa, dos próprios funcionários da empresa, diante de questionamentos a respeito da falta de voos para a capital do Amapá. Em Macapá, a representação local da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) nega peremptoriamente essa notícia.
A reportagem ouviu a atual superintendente da Infraero em Macapá, Keila Paula de Moraes, que garantiu a permanência do terminal amapaense como um aeroporto internacional. “Continuamos com essa categoria, tanto que os serviços de aduana permanecem em pleno funcionamento, atendendo inclusive a aviação executiva internacional e tudo o que precisa ser internado no Brasil a partir de Macapá”, disse a representante da Infraero.
Já na Polícia Federal, o Superintendente Regional, delegado Raimundo Soares de Freitas, falou à reportagem por telefone – ele está de férias – a respeito do assunto e também assegurou que os serviços a cargo da PF também permanecem inalterados no aeroporto. “Nossos plantões ocorrem normalmente, a cargo da delegada Tainá, que é a chefe do setor de controle internacional dos voos”, disse ele.
Atualmente, a outra companhia aérea brasileira a operar voos para a região do chamado Platô das Guianas (Suriname, Guiana Francesa e República da Guiana) é a Gol Linhas Aéreas, na rota Belém/Paramaribo, porém também não confirma voos a Macapá. “Ao menos um voo semanal para Macapá seria muito importante para o incremento do turismo regional, aquele que integraria toda essa região compreendida entre o Amapá, Pará e Guianas”, diz Pietrina Salgado, da ABAV-AP.
Trajetória
A história do Aeroporto de Macapá, que foi rebatizado em abril de 2009 como Alberto Alcolumbre em homenagem a um grande empresário local, começou a ser escrita na década de 1930 durante a Segunda Guerra, quando o governo dos Estados Unidos buscou composição com o Brasil para construção de bases aéreas militares. No ano de 1943, na época do antigo Território Federal do Amapá, o então governador Janary Nunes, convidou o coronel Belarmino Bravo, da Força Aérea Boliviana, para fundar o Aeroclube de Macapá, para desenvolver, basicamente, atividades na área social e recreativa.

‘Puxadinho’ era para ser temporário e foi ficando, ficando...

Na primeira gestão do então presidente Luís Inácio Lula da Silva, foi lançada a obra de construção do novo aeroporto de Macapá, mas o consórcio vencedor da licitação, liderado pela embroncada Construtora Galtama, acabou abandonando a obra, que segue lentamente sob a coordenação de outras empresas que formavam o conjunto de empresas.
Mas para amenizar a falta de estrutura do velho terminal de passageiros de Macapá, a Infraero realizou, a toque de caixa, a instalação de uma estrutura modular para fazer frente às novas demandas que o Amapá já apresentava, tanto do ponto de vista do crescimento populacional quanto do próprio desenvolvimento econômico.
Várias melhorias foram realizadas no aeroporto como a troca do piso e do forro, além da reforma de sanitários do terminal de passageiros em 2012. No ano seguinte, os trabalhos continuaram com a construção de módulos operacionais para as salas de embarque e desembarque, a revitalização da fachada e a ampliação do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves. As reformas possibilitaram o aumento da capacidade de passageiros de 750 mil para 2,1 milhões por ano.

Fatos históricos passados no velho terminal do então Território Federal

A história do Aeroporto de Macapá vem ainda dos tempos do Território Federal do Amapá (TFA). Com a instalação do Serviço de Aeronáutica (Saer), em 1953, composto por um hangar, um avião Bonanza Beechcraft A 36 e um campo de pouso, a sistematização de frequência de voos ficou consolidada. O avião foi adquirido com o objetivo de atender com mais rapidez a cobertura dos serviços administrativos do governo e, ao mesmo tempo, auxiliar a população no transporte de medicamentos para o interior ou de pessoas doentes para Belém do Pará. No ano de 1956 foi criado no Aeroclube do Macapá, o curso de piloto de aeronaves. Em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. O Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre passa à administração da Infraero em março de 1979.
Curiosidades
Em 1955, o ex-presidente da Argentina, Juan Domingo Perón, deposto em 1955 por um golpe militar, hospedou-se por um dia na Base Aérea do Amapá, a caminho do exílio.
Já em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. Aliás, isso acabou originando a denominação da via, a principal avenida do centro da cidade de Macapá.
Nos idos de 1980, Obras de arte em exposição permanente no aeroporto recepcionam os passageiros: um busto em bronze em homenagem a Coaracy Monteiro Nunes, primeiro deputado federal pelo Amapá, uma pintura de Raimundo Braga de Almeida – doada pelo autor em 1980 –, que retrata a capital, vista sob o ângulo principal da Fortaleza de São José, além de um monumento em miniatura da mesma Fortaleza.
INFORMAÇÕES
– O Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre passou à administração da Infraero em março de 1979.
– O Aeroporto Internacional de Macapá passou a se chamar oficialmente Alberto Alcolumbre em abril de 2009, em homenagem a um grande empresário da cidade.
– Em 1958, a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto de Macapá.
1930
Ano de abertura da Base Aérea do Amapá.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 30 de julho de 2017.


Segurança

A Capitania dos Portos intensifica fiscalização nas orlas fluviais e nos principais balneários do estado neste último fim de semana das férias escolares. Falando à Diário FM, ontem, o comandante Oliveira Caldas relatou trabalho pesado, mas infrações leves.

Violência

No campo da segurança pública a notícia ruim foi a confusão envolvendo um tenente da PM e um jornalista, qua acabou ferido a tiro e poderá apresentar sequelas. O caso precisa de esclarecimento, claro.

Impasse

A categoria dos jornalistas se mobiliza e promete também acompanhar o caso. O militar não estaria de serviço e alega motivos passionais para agredir o cinegrafista. Já a família da vítima nega essa versão.

Logística

Conforme a coluna vinha anunciando, estávamos checando uma notícia que se confirmada poderia ser um grande revés para o turismo regional. Felizmente não tivemos o nosso aeroporto rebaixado de categoria.

Berlinda

Apesar da negativa da Infraero, a repercussão de sua ponderação ainda encontrou reações nas redes sociais, sobre a qualidade do terminal de passageiros e cargas que temos hoje em Macapá.

Marinha
O presidente da Soamar Amapá, a Sociedade de Amigos da Marinha, empresário Glauco Cei, quando representava o estado na cerimônia de passagem de comando do 4º Distrito Naval, em Belém. Esse grande comando é quem coordena as ações da Marinha também no Amapá. Na foto, o almirante Alípio Jorge.

Encontro

O governador Waldez se reuniu com integrantes da bancada federal, ontem, no Palácio do Setentrião. Foi para definir estratégia de ação para viajar a Brasília na próxima semana pra pedir apoio para a segurança pública. Mas não pedir tropas, como no Rio, e sim recursos para infraestrutura.

Apoio

Ele vai ao ministro da justiça, Torquato Jardim, e ao secretário nacional de segurança pública, general Carlos Santos Cruz, para discutir liberação do recurso contingenciado e flexibilização dos critérios exigidos pelo ministério. A equipe de segurança pública e parlamentares da bancada federal do Amapá apoiam.

Prioridade

O governador explicou que o Amapá tem o direito a pelo menos uma emenda impositiva por ano e foi o único estado que priorizou a segurança pública, ao solicitar os recursos do governo federal. “Vamos cobrar alternativas para resolver as questões do contingenciamento”.

ENTREVISTA | “Essa diferença que ainda temos entre mulheres e homens começa na infância”

Fátima Pelaes. A entrevista da ministra concedida ontem nos estúdios da Diário FM, no Conexão Brasília.
Ela foi a primeira mulher anunciada na equipe ministerial do presidente Michel Temer, há um ano e dois meses, quando ele assumiu as rédeas do país, na mais aguda crise política dos últimos anos. Mas a missão da amapaense Fátima Pelaes ainda ganharia contornos de um desafio ainda maior por ela ser do distante estado do Amapá. Dona de um currículo que inclui cinco mandatos de deputada federal, ela está valendo-se dessa experiência e enorme capacidade de diálogo para fazer a diferença, ajudando a editar uma agenda positiva para o Governo Federal, em que pese a instabilidade do julgamento da continuidade do processo contra o atual mandatário do país, na próxima quarta-feira. Fátima Pelaes está no Amapá e foi ao rádio ontem prestar contas dessa atuação no programa Conexão Brasília, da Rádio Diário FM. Os destaques a seguir.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – A gente chama de secretária, ministra ou deputada?
Fátima Pelaes – [risos] Pois é, Fátima Pelaes tá bem, meu nome é Fátima Lúcia Pelaes, mas por tantos anos no Congresso Nacional ficou Fátima Pelaes, aliás desde o início de nossa vida pública [na extinta LBA], já faz um tempinho, mas continuamos com o mesmo espírito público, a mesma esperança e entusiasmo, trabalhando pelo nosso Amapá e agora pelo Brasil, né?
Diário – Pois é, uma agenda muito concorrida a sua não é? A gente acompanha a senhora percorrendo o país inteiro mesmo, pois a sua jurisdição, por assim dizer, é em todo o território nacional.
Fátima – É sim, estamos hoje como secretária especial de Políticas para as Mulheres, na Presidência da República, uma representação com a responsabilidade de coordenar as políticas públicas do Brasil, mas também temos muitos acordos internacionais que o país é signatário, o que nos leva a também ter que fazer viagens ao exterior, o que tem feito o Brasil avançar muito nas políticas públicas das mulheres, o que tem sido uma referência também a nível nacional. Mas nós também estamos sempre aqui no Amapá, trabalhando pelo nosso estado também.
Diário – Uma oportunidade de aproveitar essa sua liderança, claro.
Fátima – Sim, tivemos agora durante a semana reuniões com o governador, com o prefeito [de Macapá] e vamos estar inaugurando agora um curso de capacitação para os professores na questão da política de gênero, uma parceria também com a Universidade. Nós também estamos preparando o Agosto Lilás, uma comemoração pelos 11 anos da Lei Maria da Penha. Será algo intenso em todo o Brasil e vemos incluir o Amapá nessa programação, com um TED que nós fizemos, que é um recurso descentralizado que nós passamos para a Universidade do Amapá e foi aberto o período de inscrições e eles já vão realizar o curso, com a gente participando da aula inaugural, sobre a questão de capacitar esses professores a trabalhar na rede municipal já com essas crianças. Afinal sabemos que a questão da discriminação, do preconceito, dessa diferença que ainda temos entre mulheres e homens começa na infância.
Diário – Ah é? Como funciona?
Fátima – Sim, são alguns pontos que começamos a trabalhar inconscientemente.
Diário – Daí a senhora dizer da necessidade de trabalhar lá na origem, no nascedouro?
Fátima – Isso, nós estamos trabalhando muito a questão da violência, o enfrentamento à violência contra a mulher, mas também trabalhando essa prevenção da violência, mas também buscando a questão da igualdade entre homens e mulheres.
Diário – E nessa questão internacional, a interlocução com as Nações Unidas é algo que a própria imprensa especializada vem reconhecendo.
Fátima – Pois é, já estivemos em alguns países, da própria América Latina, como também representando o Brasil na ONU [Organização das Nações Unidas], como na CSW [Comissão sobre o Status da Mulher], que é um encontro mundial que nós temos.
Diário – Na China também?
Fátima – Não, não fui à China. Quem foi lá me representando foi minha substituta, a secretária-adjunta, que é a Érica Felipelli; foi uma agenda de seis dias em que ela representou o Brasil lá, falando entre outras coisas sobre a Lei Maria da Penha, que tem sido um marco mesmo no Brasil e fora dele.
Diário – O que tem dado essa relevância a esse legislação secretária?
Fátima – Maria da Penha é uma mulher que lutou muito, incansavelmente, daí a gente estar preparando essa grande comemoração agora no mês de agosto os 11 anos da Lei que leva o nome dela.
Diário – Por falar em mulher que se destaca havia uma expectativa grande quando do anúncio do ministério do presidente Michel Temer sobre quem seria a primeira mulher no time e a indicação de uma amapaense foi uma grata surpresa. E hoje, como é sua atuação? Como responsável pela política nacional da mulher existe uma transversalidade com as outras pastas?
Fátima – Sim, nosso papel é de coordenação e as políticas para as mulheres trabalham de forma transversal, nós estamos agora preparando um grande programa que envolve diversos ministérios, já realizamos inclusive diversas oficinas envolvendo não só o nosso governo, mas também a sociedade civil e também a iniciativa privada. É o programa Rede Brasil Mulher, que vamos fazer essa ação dentro do próprio governo, com cada ministério assinando, pactuando conosco, trabalhando ações específicas nos seus ministérios, os movimentos sociais e, como disse, a iniciativa privada para fazermos uma grande mobilização para que todos possam ter essa preocupação de buscar a igualdade.
Diário – Pois é, infelizmente um tema recorrente, mais ainda necessário, não é?
Fátima – Pois é, nós entendemos que não tem diferença entre mulheres e homens, a não ser as biológicas, claro, até porque a mulher tem a função social da maternidade, se ela assim o desejar, ser mãe. Mas na questão dos direitos nós temos essa igualdade, então é preciso que façamos essa grande mobilização nacional que vamos fazer agora esse mês de agosto, com a presença do presidente Michel já nesse evento da Rede Brasil Mulher. Agora essa semana ele me ligou querendo mais detalhes dessa programação da chamada Rede Lilás, que agora também irá inaugurar mais uma Casa da Mulher Brasileira, lá em São Luís, portanto na gestão dele, assim como outra que já está praticamente pronta em São Paulo; e brevemente queremos assina a daqui com o nosso governador a Casa de Macapá. Já estamos articulando com a secretária Aline Gurgel [de Políticas para a Mulher do Amapá] e as nossas deputadas estaduais também. Pelo fato de eu ter convivido no Parlamento também, por muito tempo, isso facilita para fazermos essa articulação e agora na Presidência [da República] ficou melhor ainda, pois essa capacidade de articulação ficou melhor ainda, daí acharmos que vamos deixar esse grande legado, das políticas públicas para as mulheres terem essa transversalidade.
Diário – Não poderíamos terminar essa entrevista sem perguntar à senhora sobre a questão política. A gente percebe o governo federal tentando tocar a gestão, avançando nas reformas e no trabalho em prol de uma agenda positiva, mas não dá para esquecer que na quarta-feira que vem o Congresso pode definir a continuidade ou não do governo. O que a senhora acha que vai acontecer?
Fátima – Sim, nós temos números já certos que vão, que acreditam no Brasil; nós sabemos que o presidente Michel é o homem certo neste momento de dificuldades do nosso país e quem acredita no Brasil vai votar com ele. Hoje nós já temos uma grande possibilidade de isso acontecer e vários parlamentares daqui são congressistas que estão acima dos movimentos daqueles que estão apenas querendo aparecer, mas que tem responsabilidade. Eu sempre digo que quem é eleito é porque tem uma liderança, então tem que ter a oportunidade de mostrar, de trabalhar, ter a confiança daquelas pessoas, então o presidente Michel vem trabalhando, independente da crise, daí a aprovação das reformas como a trabalhistas que ainda vai mostrar o que pode acontecer de bom para o trabalhador. Então é só deixar o homem trabalhar!

Perfil

Entrevistada. Fátima Lúcia Pelaes é amapaense, casada, mãe de um filho. Socióloga, formada pela Universidade Federal do Pará (UFPA); Especialista em Planejamento e Administração de Projetos de Geração de Renda, Universidade Federal do Ceará; Foi superintendente da LBA (1985-1989); Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), Belém, 1981; Pastoral Carcerária do Amapá (1982-1986); Secretaria de Trabalho e Cidadania do Amapá - SETRACI (1983-1985); Secretaria de Turismo do Amapá (2004-2006); Mandatos de deputada federal: 1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2007-2011, 2011-2015; em todo esse período filiou-se apenas a três partidos, PFL, PSDB e, desde 2005, no PMDB.

sábado, 29 de julho de 2017

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 29 de julho de 2017.



Leitura

Ela gosta tanto de sua profissão a ponto de levar para seu nome parlamentar. É a deputada Professora Marcivância, que não teve dúvidas na hora de escolher onde ir nos poucos dias de recesso: Parati, no Rio, onde ocorre a tradicional feira literária, a FLIP.

Hotelaria

Já Vinícius Gurgel foi à Salinas, no Pará. Entre os dias de descanso, certamente deve ter observado os hotéis de lá, afinal sua família está empreendendo no antigo Ceta Ecotel, em Macapá, que será repaginado.

Ilha

Por falar em políticos, muitos serão vistos no Pará neste fim de semana. Mas uma localidade que é paraense só que amapaense por adoção. Afuá recebe uma legião de veranistas para o tradicional Festival do Camarão.

Mídia

Mais uma publicação nacional destaca a entrada no Amapá no competitivo mercado do agronegócio. Foi a revista Globo Rural, com a reportagem “Mais perto da Europa”, sobre escoarmos a soja do Mato Grosso.

Rota

A reportagem dá detalhes a respeito da travessia de um comboio de milho do Centro-Oeste até o Porto de Santana. Um navio graneleiro partirá carregado com 55 mil toneladas rumo ao mercado internacional.

Infraestrutura
Foto: Rafael Araújo/Ed.Globo
Olha aí o terminal de armazenagem da empresa Caramuru, em Santana, para onde serão levados os grãos produzidos tanto no Amapá como no Centro-Oeste até o embarque em navios graneleiros rumo ao exterior. O projeto é para desafogar os portos de Santos e Paranaguá, que atualmente escoam a soja e o milho do Mato Grosso.

Turismo

O MTur iniciou credenciamento de instituições financeiras interessadas em operar empréstimos privados por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). Os recursos têm como objetivo apoiar a implantação, ampliação, modernização ou a reforma de empreendimentos turísticos.

Limite

Com isso, é possível promover a melhoria da infraestrutura do setor, a partir do aprimoramento de serviços prestados a visitantes e da dinamização da vocação turística de todas as regiões do país. Para capital fixo, o valor financiável é de até 80% do investimento total no projeto, com teto de R$ 10 milhões.

Negócios

Entre as características dos empréstimos estão o prazo de pagamento, que se limita a 240 meses, e o período de carência, que pode chegar a 60 meses, ambas demandas do setor. O valor mínimo, que era de R$ 400 mil, principalmente o micro, pequeno e médio empresário.

RÁDIO | Transmissão, ao vivo, do programa Conexão Brasília, dia 29.07.17.

TURISMO | Infraero nega suposto “rebaixamento” do Aeroporto Internacional de Macapá

O terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Macapá
Cleber Barbosa
Da Redação

Brasileiros que residem na Guiana Francesa receberam a informação essa semana de um suposto “rebaixamento” de categoria do Aeroporto de Macapá, que teria perdido a condição de terminal internacional. Uma passageira da Azul – única companhia aérea brasileira a operar voos para Caiena – disse ter ouvido essa informação na capital da Guiana Francesa, dos próprios funcionários da empresa, diante de questionamentos a respeito da falta de voos para a capital do Amapá. Em Macapá, a representação local da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) nega peremptoriamente essa notícia.
A reportagem ouviu a atual superintendente da Infraero em Macapá, Keila Paula de Moraes, que garantiu a permanência do terminal amapaense como um aeroporto internacional. “Continuamos com essa categoria, tanto que os serviços de aduana permanecem em pleno funcionamento, atendendo inclusive a aviação executiva internacional e tudo o que precisa ser internado no Brasil a partir de Macapá”, disse a representante da Infraero.
Já na Polícia Federal, o Superintendente Regional, delegado Raimundo Soares de Freitas, falou à reportagem por telefone – ele está de férias – a respeito do assunto e também assegurou que os serviços a cargo da PF também permanecem inalterados no aeroporto. “Nossos plantões ocorrem normalmente, a cargo da delegada Tainá, que é a chefe do setor de controle internacional dos voos”, disse ele.
 
Enquanto o novo terminal não é entregue a Infraero providenciou um sistema modular de embarque e desembarque
Trajetória
A história do Aeroporto de Macapá, que foi rebatizado em abril de 2009 como Alberto Alcolumbre em homenagem a um grande empresário local, começou a ser escrita na década de 1930 durante a Segunda Guerra, quando o governo dos Estados Unidos buscou composição com o Brasil para construção de bases aéreas militares. No ano de 1943, na época do antigo Território Federal do Amapá, o então governador Janary Nunes, convidou o coronel Belarmino Bravo, da Força Aérea Boliviana, para fundar o Aeroclube de Macapá, para desenvolver, basicamente, atividades na área social e recreativa.
Com a instalação do Serviço de Aeronáutica (Saer), em 1953, composto por um hangar, um avião Bonanza Beechcraft A 36 e um campo de pouso, a sistematização de frequência de voos ficou consolidada. O avião foi adquirido com o objetivo de atender com mais rapidez a cobertura dos serviços administrativos do governo e, ao mesmo tempo, auxiliar a população no transporte de medicamentos para o interior ou de pessoas doentes para Belém do Pará.
No ano de 1956 foi criado no Aeroclube do Macapá, o curso de piloto de aeronaves. Em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. O Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre passa à administração da Infraero em março de 1979.

Vista parcial da sala de embarque do aeroporto de Macapá
Várias melhorias foram realizadas no aeroporto como a troca do piso e do forro, além da reforma de sanitários do terminal de passageiros em 2012. No ano seguinte, os trabalhos continuaram com a construção de módulos operacionais para as salas de embarque e desembarque, a revitalização da fachada e a ampliação do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves. As reformas possibilitaram o aumento da capacidade de passageiros de 750 mil para 2,1 milhões por ano.
Maquete eletrônica sobre como poderá ficar o novo aeroporto de Macapá

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Fortaleza de São José de Macapá será palco da disputa mundial de hip-hop neste sábado

Um dos maiores cartões postais do norte do país, a Fortaleza de São José de Macapá, será palco neste sábado, 29, a partir das 18h, da final nacional do campeonato “Red Bull BC One”, uma das maiores disputas de hip-hop “homem a homem”. O evento organizado pela empresa Red Bull conta com o apoio do Governo do Amapá, que vai investir R$ 142 mil para a realização da disputa.
Na área externa do anfiteatro serão colocados dois telões que transmitirão as competições ao vivo. Interessados em acompanhar a final nacional do campeonato poderão acessar o Facebook da Red Bull BC One (www.facebook.com/redbullBCOne).
Para a viabilização do evento na Fortaleza de Macapá, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) impôs algumas limitações para assegurar a preservação do local, como a estipulação do número máximo de 500 pessoas no interno da área e a proibição de qualquer tipo de perfuração nas paredes (horizontal e vertical).
A estrutura montada no interno do ponto turístico conta com um palco principal, chamado de “Palco da Batalha”, que mede 8x8m. Local onde apenas os competidores e os três jurados terão acesso. Terão também quatro áreas delimitadas destinadas à imprensa, movimentos culturais do hip-hop, autoridades oficiais e organizadores da empresa Red Bull. Um total de 16 banheiros químicos foram distribuídos nas áreas internas e externas do local.
O presidente do Instituto Cultura Viva, Carlos Augusto, mais conhecido como “Zulu”, destacou que o evento irá fortalecer a cultura do movimento hip-hop no Estado do Amapá, além da troca de experiências com outros dançarinos do Brasil.
“Estamos muito felizes com a realização desta competição aqui no nosso estado, este é um momento único, onde vários b-boys estão realizando seus sonhos que é de competir um campeonato deste porte. Sem a parceria, incentivo e apoio na organização do Governo do Amapá, este evento não seria possível”, afirmou “Zulu”.
Competição Final
A final mundial do Red Bull BC One irá acontecer em Amsterdã, Alemanha. A capital holandesa foi escolhida para sediar em novembro a 14ª edição da competição, que todos os anos reúne milhares de dançarinos de diversos países, para disputar a chance de representar sua nação na final mundial, onde 16 b-boys competem e apenas um é coroado campeão.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 28 de julho de 2017.


Guerra

Quando Camilo governava o Amapá, a Rádio Difusora de Macapá era a principal trincheira para bater em Waldez, à época potencial adversário nas urnas. Não deu certo, afinal o arqui-adversário do clã Capiberibe acabou vencendo as eleições naquele pleito.

Mídia

Agora é a emissora do grupo Alcolumbre, sob a presidência de Josiel Alcolumbre, quem abre artilharia pesada contra o atual governador. Ele é irmão de Davi, potencial candidato a governador ano que vem.

Gatilhos

A programação jornalística da emissora, a Band Canal 4, abriu recentemente uma coluna eletrônica em que reprisa programas eleitorais de 2016, com as promessas feitas pelo então candidato ao Setentrião.

Trincheira

Analistas dizem que do ponto de vista jornalístico não tem nada errado, é legítimo fazer a crítica, não fosse a velha ponderação sobre grupos políticos comandando conglomerados de comunicação.

Começo

Então está aberto o jogo da sucessão estadual de 2018, com esses primeiros rounds dando conta do quão acirrada e polêmica deverá ser a disputa. Do pescoço para baixo tudo é canela, como dizem os antigos.

Aviação
Esta imagem publicada em maio passado pela Revista Diário ainda dá o que falar. Foi uma reportagem assinada pelo colunista, sobre os riscos da aviação regional. Essa foto em particular foi do voo inaugural para Serra do Navio, ainda nos tempos da mineradora Icomi. A aeronave perdeu parte do trem de pouso e aterrissou de barriga.

Sinal

Lembro de ter lido em algum lugar sobre a obrigatoriedade de locais públicos ofertarem sinal de internet. Vou até apurar melhor o assunto, mas o que já se concluiu é que isso ainda está longe de virar realidade. Você chega a um supermercado, por exemplo, e o sinal wifi é restrito apenas à empresa.

Desuso

Isso nos faz lembrar que o Brasil é considerado um campeão mundial de produção de leis, algumas são até avançadas para seu tempo, como o nosso Código de Defesa do Consumidor. O problema é que tem leis que pegam e outras que simplesmente são ignoradas. Como aquela do limite de tempo na fila do banco.

Carteirada

Outra discrepância são agentes públicos que simplesmente desconhecerem algumas leis. Na internet tem muito vídeo sobre autoridades se digladiando, uma dando voz de prisão a outra. Ontem, por exemplo, tinha um juiz batendo boca com um general. Pode procurar que acha.

AGRONEGÓCIO | "Amapá mais perto da Europa", diz Revista Globo Rural



TEXTO: RODRIGO VARGAS, DE MACAPÁ (AP) * FOTOS: RAFAEL ARAÚJO
Em meados de agosto, uma carga de milho colhida no médio-norte de Mato Grosso será embarcada em uma carreta e percorrerá cerca de 1.000 quilômetros pela BR-163 até ser descarregada em uma estação de transbordo na localidade paraense de Miritituba, encravada na margem direita do Rio Tapajós.
De lá, seguirá por 820 quilômetros de hidrovia em um comboio com nove barcaças e capacidade para transportar até 25.000 toneladas. O destino será o píer 2 do Porto de Santana, no Amapá, de onde um navio graneleiro partirá carregado com 55.000 toneladas rumo ao mercado internacional.
Se tudo correr como o planejado, será a primeira vez que um ambicioso sistema de logística, que vem sendo erguido há cinco anos, pela Companhia Norte de Navegação e Portos (Cianport), irá operar em seu ciclo completo, da lavoura ao porto, do Centro-Oeste ao Arco Norte.
Formada por duas gigantes do agronegócio de Mato Grosso, a Fiagril (de Lucas do Rio Verde) e a Agrorural (de Sinop), a Cianport vem tirando do papel, à custa de investimentos de mais de R$ 350 milhões, uma nova rota de escoamento para até 6,6 milhões de toneladas de grãos.

Na região de Miritituba, está tudo pronto: tombadores para carretas, silos de armazenagem, circuito de esteiras para transporte, carregador de barcaças e terminal de atracação, que é flutuante. A estrutura, que tem capacidade para movimentar até 5 milhões de toneladas por ano, aguarda apenas a licença de operação.
Também foi concluída a construção do primeiro comboio, com nove barcaças e capacidade para transportar até 25.000 toneladas. Outro comboio, com a mesma capacidade, deverá ser entregue até agosto – o que significará metade da frota prevista.
Em Santana, cidade de 110 mil habitantes localizada a 20 quilômetros da capital, Macapá, o terminal de grãos erguido pela empresa na área do porto público dispõe de balança, três silos, com capacidade para 18.000 toneladas cada, esteira e descarregador de barcaças. Pode movimentar até 1,6 milhão de toneladas por ano.
A estrutura já havia sido usada em setembro do ano passado para uma inédita exportação de 25.000 toneladas de soja produzida no Amapá. O carregamento do navio grego Alexia, que depois seguiria em direção ao Porto de Roterdã, na Holanda, foi um dia de festa que reuniu autoridades e produtores locais.
Na ocasião, porém, toda a carga chegou ao terminal por rodovias, trazida na caçamba de caminhões. “A carga de milho que traremos de Mato Grosso, entre agosto e setembro, será o primeiro teste para a rota completa”, relata Gilberto Coelho, gerente-geral do terminal da Cianport.
Essa etapa está longe de concluir os planos da empresa para o Amapá. Em frente ao Porto de Santana, a 700 metros em linha reta, uma ilha de mesmo nome abriga uma área de 20,8 hectares onde será construída a principal estrutura do projeto: um terminal privado para 5 milhões de toneladas.
Em mais uma edição do projeto Caminhos da Safra, a reportagem de Globo Rural visitou, pela primeira vez, a região de Macapá para conhecer os investimentos em logística e ver de perto seus efeitos sobre a nascente produção agrícola local. Apesar dos muitos desafios a superar, o clima não poderia ser mais otimista.
Caminhos da Safra (Foto: d.)
Caminhos da Safra (Foto: d.)
No limite
Publicada em janeiro de 2017, a versão preliminar do Plano Mestre do Complexo Portuário de Santana, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA), prevê uma evolução espetacular na demanda por cargas de grãos e farelos na estrutura nos próximos 30 anos.
“O Amapá conta com 2,4 milhões de hectares de recursos florestais, 500.000 hectares de cerrados para a produção de grãos e ainda conta com muitos recursos naturais como manganês, ferro e granito, portanto, é necessário ampliar e modernizar ainda mais o porto, para permitir que possa tornar-se mais relevante”, diz o estudo em um trecho.
A Companhia Docas de Santana (CDSA) sabe que a estrutura atual, com dois berços de 150 e 200 metros de extensão, alcancará seu limite operacional já em 2018. “Com a perspectiva desse aumento, estamos à procura de investidores para desenvolver o porto e assegurar mais obras”, diz Victor Hugo Holanda, diretor operacional da CDSA.
Segundo ele, a perspectiva de crescimento está amparada em grande parte na posição geográfica privilegiada. “Santana é o porto brasileiro mais próximo da Europa, da África e da saída para o Caribe e o Canal do Panamá, que é o grande facilitador da logística internacional”, afirma.
Entre os investimentos previstos, segundo ele, estão os estudos para um canal no Rio Amazonas, com o objetivo de amenizar um dos principais gargalos: a limitação de calado na chamada Barra Norte, que hoje é de 11,5 metros – o que permite a passagem de navios para, no máximo, 55.000 toneladas.
A área disponível do porto público é de 170.000 metros quadrados, sendo que metade está ocupada atualmente. De acordo com o diretor, uma área de 80.000 metros quadrados está em fase de licenciamento ambiental e deverá ser colocada à disposição para arrendamento nos próximos anos. Temos outra área, de 50.000 metros quadrados, que está em demanda judicial, mas com parecer favorável ao porto para reintegração, ou seja, temos espaço para crescer”, afirma.
O porto hoje movimenta principalmente minério de ferro, derivados de petróleo e pellets de madeira, mas o carro-chefe deverá ser mesmo o agronegócio, admite o diretor. Além de um novo berço, especializado em grãos, a CDSA já tem projeto para um novo acesso rodoviário ao porto, apostando no aumento das cargas oriundas das fazendas locais.
Caminhos da Safra (Foto: d.)
A Cianport estima começar em 2018 as obras do TUP (Terminal de Uso Privativo) da Ilha de Santana. O projeto está dividido em três fases, sendo a primeira a construção da infraestrutura de armazenagem, carga e descarga de grãos.
Um píer, com 300 metros de extensão, será implantado a 122 metros da margem e terá dois berços de atracação (um interno, para barcaças, outro externo, para navios). Para a armazenagem de grãos, estão previstos dois armazéns, com capacidade estática total de 180.000 toneladas.
O gerente Gilberto Coelho explica que o terminal do porto público continuará em operação após a inauguração do TUP. “Mesmo com menor capacidade, o terminal atual será muito importante, pois vai nos permitir mais margem de manobra para diferentes tipos de carga, como grãos transgênicos e não transgênicos”, diz.
Outra vantagem da operação conjunta será a possibilidade de lidar com a diferença entre as “janelas” de produção de soja em Mato Grosso e no Amapá. “Em Mato Grosso, a colheita ocorre entre março e abril. A safra daqui é de julho a agosto, quando já estaremos escoando o milho de segunda safra. Então, a vantagem é que vamos estar sempre com as portas abertas.”A segunda fase do projeto é a construção de um complexo industrial que abrigará uma esmagadora de soja, fábricas de ração e biodiesel e uma misturadora de fertilizantes. Já a terceira prevê a diversificação de cargas, com estrutura para transporte em contêineres.
Outro investimento privado prestes a entrar em operação em Santana é o da Caramuru Alimentos, que ergueu um terminal de armazenagem próprio na área do porto público para exportação de farelo de soja do tipo SPC (proteína concentrada de soja), um produto de alto valor agregado que é utilizado na Europa para a fabricação de rações para peixes como o salmão.
Assim como a Cianport, a empresa também investiu em uma estação de transbordo em Miritituba, para onde irá remeter o farelo que produz na fábrica de Sorriso (MT). Atualmente, a produção da companhia segue por caminhão por 2.300 quilômetros até o Porto de Santos (SP), rota que aumenta em cinco dias, em média, o percurso marítimo até os principais portos internacionais.
Além de duplicar a capacidade atual da fábrica em Mato Grosso (de 160.000 toneladas), a Caramuru tem planos para abrir uma esmagadora no Amapá, de olho na esperada expansão das lavouras locais.
Caminhos da Safra (Foto: d.)
Caminhos da Safra (Foto: d.)
ÚLTIMA FRONTEIRA
Gilberto Coelho reconhece que a “espinha dorsal” de todos esses investimentos é a produção de Mato Grosso. Mas assegura que os produtores amapaenses terão muito a ganhar em curto prazo, não apenas pela possibilidade de escoamento da produção, mas também no acesso a insumos.
“O Amapá é a última fronteira agrícola do Brasil porque não havia unidade portuária. Então a empresa está apostando que vai haver um grande aumento, pois a lavoura mais longe está a 200 quilômetros daqui. Vamos escoar a produção local e trazer insumos, que hoje vêm de Paragominas, no Pará, a preços competitivos, ”, afirma.
A concretização dos investimentos colocou o Amapá no radar de desbravadores de todo o Brasil. Todos os dias, novos interessados telefonam ou batem à porta da sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Amapá (Aprosoja-Amapá).
Criada em fevereiro de 2015, a entidade reúne 25 associados com áreas em produção e outros 50 em fase de abertura de novas áreas. Apenas nos primeiros três meses de 2017, dez novos produtores se associaram.
“As terras dobraram de preço nos últimos três anos”, afirma o sojicultor Daniel Sebben, presidente da Aprosoja. Oriundo do município de Campos de Júlio, um dos grandes produtores de grãos do oeste de Mato Grosso, Daniel é um dos que apostam no futuro da agricultura local.
Caminhos da Safra (Foto: d.)
PRESENTE E FUTURO
Em 2017, diz ele, os produtores vão colher 20.000 hectares, dez vezes mais que há cinco anos. O potencial, porém, é muito maior. “Podemos chegar a 400.000 hectares, ou seja, ainda não alcançamos nem 5% de onde podemos chegar. E, com os investimentos portuários, será a melhor logística do Brasil”, afirma.
O movimento já muda a economia local. Em Macapá, uma grande loja de insumos e consultoria agrícola foi aberta recentemente. E a mão de obra especializada também começa a chegar, atraída por bons salários e a perspectiva de crescer junto com o setor.
É o caso do engenheiro agrônomo Wedisley Moraes, de 33 anos. Natural de Jataí (GO), ele deixou uma carta consolidada de clientes na região para se aventurar na Amazônia e garante: não se arrependeu. “As terras do cerrado daqui não perdem para nenhum outro lugar do Brasil”, diz.
O desafio, segundo ele, é construir um modelo de plantio que leve em conta as particularidades climáticas do Estado. “Com variedades corretas e pesquisa, em breve também teremos nossa segunda safra.”
*Esta reportagem faz parte da edição de julho de revista Globo Rural

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, dia 27 de julho de 2017.

Informação

No fim de semana a coluna anunciou uma notícia ruim para o incremento do turismo local, mas por ainda estarmos apurando a informação recebida, ainda não postamos o resultado. Fica a dica para conferir em nosso Blog nesta quinta-feira. (www.cleberbarbosa.net)

Agronegócio

Também vai aqui uma dica de vídeo. Trata-se da esclarecedora entrevista concedida pelo engenheiro agrônomo e consultor Rogério Banin ao jornalista Otávio Ceschi Júnior, do programa Dia Dia Rural.

Debates

Está em nosso Canal no YouTube. E estaremos lançando no próximo sábado um novo programete, que leva o mesmo nome da coluna. É um espaço de entrevistas, o Argumentos. (youtube.com/cleberbarbosa)

Na conta

O Governo do Estado, por meio da Sefaz, confirma para amanhã ao longo do expediente bancário, pagamento de 60% do salário do funcionalismo, referente ao mês de julho. Os 40% restantes dia 10 de agosto.

Cultura

Outra boa noticia. O Amapá sediará a etapa brasileira da disputa mundial de hip-hop. A seletiva ocorrerá no Teatro das Bacabeiras e final na Fortaleza de São José e 16 finalistas irão para a final na Holanda.

Sinalizada
Após a inauguração da ponte da integração, mais turistas visitam Mazagão. É comum nos fins de semanas pessoas visitarem a localidade para aproveitar o balneário ou mesmo visitar um ponto turístico. Então veio em boa hora a sinalização de trânsito e turística para a vila por meio do requerimento da deputada Marília Góes.

Evento

A irmandade Rosacruz Macapá realiza nesta quinta-feira, a chamada Sagrada Meditação, aberta aos ‘buscadores’, como são chamadas as pessoas que visitam seus eventos. Essa cerimônia será realizada aberta ao público, segundo convite enviado pelo estatístico amapaense Raul Tabajara.

História

A antiga e mística Ordem Rosae Crucis, AMORC, é uma organização internacional de caráter místico-filosófico, não sectária e sem fins lucrativos, que reúne fraternalmente homens, mulheres, jovens e crianças no mesmo ideal: o aperfeiçoamento intelectual, psíquico e espiritual. Então é uma oportunidade conhece-la.

Tradição

Considerada a mais antiga fraternidade do mundo, um prolongamento da Fraternidade criada pelo Faraó Tutmés III (1503 a.C.), destinava a estudar, experimentar e praticar altos princípios da natureza, do homem e do universo, em contraste com as crenças supersticiosas.

terça-feira, 25 de julho de 2017

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, terça-feira, dia 25 de julho de 2017.


Julho

As férias escolares entram na reta final e os veranistas se dividem entre as muitas opções de eventos para esta semana. No Afuá, aqui do lado paraense, tem o Festival do Camarão. Em Mazagão, a programação é de São Tiago. E na capital o Macapá Verão.

Banho

Já no interior do estado, rumo ao norte, opções também não faltam, entre elas a Cachoeira Grande, reivindicada tanto por Calçoene como por Amapá. Os dois municípios usam o balneário em julho.

Serra

Quem foi à Serra do Navio no fim de semana gostou da agitação proporcionada pelo Festival do Cupuaçu, que contou com artistas locais e também atração nacional bem conhecida por aqui: a Joelma.

Aviação

As agências de viagem dão plantão na reta final das férias para trazer todos os amapaenses de volta pra casa. O drama é remarcar um voo por qualquer motivo, pois insidem multas e diferenças (altas) de tarifa.

Porto

Já um segmento que não deixa por menos é o de transporte fluvial de passageiros. Na rota Macapá a Belém são muitas opções entre as empresas. A nota ruim é a falta de um terminal de passageiros.

Visita
Acompanhados por equipes do Instituto de Florestas do Amapá (IEF) e do Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap), integrantes da comitiva do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KFW), durante visita ao estado para garantir apoio à Floresta Estadual.

Alemães

Uma comitiva do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KFW) esteve no Amapá para visitar municípios que fazem parte da Floresta Estadual do Amapá (Flota). Em parceria com o governo, a instituição destinou mais de R$ 250 mil reais para a construção da Base Operacional da Flota.

Base

Concluída em 2016, com o intuito de apoiar o Amapá em suas ações de preservação e uso sustentável dos recursos florestais, essa nova base garante que projetos desenvolvidos na Flota e em seu entorno tenham um apoio de trabalho fixo e próxima das comunidades.A visita começou pelo município de Porto Grande.

Apoio

O presidente do IEF, Marcos Tenório, ressalta que a expectativa é atrair investimentos para trazer melhorias à qualidade de vida dos pequenos produtores, ribeirinhos e moradores. “Se captarmos mais recursos, poderemos garantir ainda mais qualidade de vida à população”.

MAZAGÃO | Missa campal e círio marcam início do dia áureo da Festa de São Tiago

Tradição e Fé. Assim pode ser definida a parte religiosa que antecede a batalha entre mouros e cristãos, nesta terça-feira, 25, em Mazagão Velho. A missa se inicia por volta da 8h da manhã e um grande números de pessoas participa. Esse rito acontece na praça da cidade ao lado da capela de São Tiago. Em seguida inicia o círio, quando as imagens de São Tiago e São Jorge são conduzidas pelas ruas da cidade e seguidas por milhares de fiéis.
O círio deste ano foi considerado o maior pela organização da festa, que estima que mais de dez mil pessoas participaram do evento religioso.
Para Hercília Ribeiro, 68, que há 30 anos participa da festa e sempre acompanhou a missa, o momento é de renovação da fé. “Eu fico emocionada. Sempre aprendi a ter fé em São Tiago e passei isso aos meus filhos e hoje observo a festa crescendo, isso é gratificante. Dessa maneira nossa fé só aumenta”, afirma.
Em destaque também durante o percurso do círio encontra-se o cavaleiro que representa São Tiago na festa, que faz a guarda das imagens. “É algo inexplicável. Todos os anos eu tentava ser o personagem, mas nunca conseguia, pensei em desistir e este ano graças a São Tiago, meu nome foi sorteado”, declarou, emocionado, Willian de Souza, personagem de São Tiago.
Durante o percurso o governador Wadez Góes, secretários de Estado e diversas autoridades do Legislativo e Judiciário estiveram presentes. “Linda festa realizada pela comunidade. Nós, na condição de gestores do Estado, prestigiamos e incentivamos, pois entendemos que essa festa religiosa e cultural engrandece o Amapá”, disse o governador Waldez.
O curto trajeto do círio - cerca de dois quilômetros - é concorrido, e é muito comum encontrar fiéis descalços pagando promessas. Uma dessas promesseiras é a jovem acadêmica de pedagogia Merian Bahia, 19, que pelo terceiro ano consecutivo enfrenta o percurso do círio descalça.
“Tinha um objetivo que era ingressar em uma faculdade e prometi caso tivesse êxito eu estaria durante os quatro anos de curso percorrendo o círio descalça, ou seja, todos os anos que estarei na faculdade eu estarei dessa forma acompanhando o círio”, falou a jovem.
240ª Festa de São Tiago
A Festa de São Tiago é uma tradição trazida da África pelas famílias de colonos portugueses, em decorrência dos conflitos político-religiosos entre portugueses (cristãos) e muçulmanos (mouros).
Realizado desde 1777, na vila de Mazagão Velho, o evento consiste na encenação de um espetáculo de fé, que conta a história do guerreiro Tiago, soldado anônimo que lutou ao lado do povo de Cristo, ajudando a vencer as grandes batalhas contra os mouros.
A festividade em homenagem a São Tiago mistura rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto. É realizada pela comunidade local, através da Associação Cultural da Festa de São Tiago (ACFST), com apoio do Governo do Estado do Amapá e Prefeitura de Mazagão.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

JORNALISMO | Rede Record anuncia série de reportagens no Amapá.



O JR está de malas prontas para uma aventura no maior parque do País, no Estado do Amapá: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque; uma imensa área verde na fronteira com a Guiana Francesa e o Suriname, que reserva paisagens deslumbrantes e culinária exótica. E você está convidado a embarcar nessa aventura. A partir desta segunda (24), na nova série especial do Jornal da Record. Não perca!

domingo, 23 de julho de 2017

ENTREVISTA | “Dos alimentos consumidos no Amapá cerca de 85% vem de outros estados”

Joselito Abrantes. A entrevista do economista concedida ontem nos estúdios da Diário FM, no Conexão Brasília.
Um dos mais respeitados técnicos do Amapá foi ao rádio ontem dar mais detalhes a respeito da estratégia do Governo do Amapá para carrear investidores que possam acessar os incentivos fiscais da Zona Franca Verde e outras políticas públicas, para escrever uma nova história de desenvolvimento econômico no estado. Para isso o projeto é arrojado, não só gerando emprego e renda, mas mudando a realidade local até mesmo na capacidade do Amapá produzir seus próprios alimentos. Joselito Abrantes, que construiu também uma carreira acadêmica, atualmente exerce o cargo de vice presidente da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico. Ele esteve ontem (22) concedendo entrevista ao jornalista Cleber Barbosa, apresentador do programa Conexão Brasília, na rádio Diário FM. A seguir, os principais trechos da esclarecedora sabatina.

Cleber Barbosa
Da redação

Diário do Amapá – Como estão as coisas lá pela Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico?
Joselito Abrantes – Tudo bem, estamos avançando, apesar das dificuldades, mas com muita determinação e comprometimento nós vamos implementando as políticas públicas em prol do estado do Amapá.

Diário – E nessa agenda da Agência Amapá a gente teve agora o lançamento da Câmara Setorial de Produção de Alimentos, uma outra vertente visando o incremento econômico?
Joselito – Exatamente. Na realidade, nós já vínhamos desenhando essa proposta, juntamente com a Aprosoja, uma metodologia que ela já vinha trabalhando em outros estados como o Mato Grosso e no Paraná. Através da Agência nós aderimos e começamos a formatar essa proposta para implementar no Governo do Estado. Na realidade a Câmara é um grande fórum composto por instituições públicas e privadas, no momento nós temos 15 entidades do poder público estadual e 17 entidades externas, nos setores público e privado e todas estão vinculadas ao setor produtivo e no segmento de produção de alimentos. O Amapá ainda é carente nesse setor, pois dos alimentos consumidos aqui no Amapá cerca de 85% vêm de outros estados da federação e até do exterior. O Amapá só contribui com 15% de produção de alimentos que são comercializados aqui, então nós temos o espaço e temos o dever de incrementar essa produção de alimentos no estado.

Diário – E o momento é propício para isso?
Joselito – Entendemos que sim, em função de alguns marcos que o Governo conseguiu destravar e está começando agora a trabalhar principalmente a questão da Zona Franca Verde, a questão da regularização fundiária e a questão energética também que era outro entrave e que agora já não é mais, pois o Amapá já está hoje até exportando energia. Nós entendemos que temos as condições necessárias para alavancar e valorizar a produção de alimentos no Amapá.

Diário – E isso tem se revertido num verdadeiro “boom” de empreendimentos chegando ao estado, em especial aqueles ligados ao agronegócio, considerado tão dinâmico ao ponto de uma fábrica de rações iniciar sua construção e já ter sua futura produção vendida antecipadamente, não é?
Joselito – Isso, e inclusive o que nós estamos apostando muito fortemente é que a partir dessa dinâmica da produção de grãos, o próprio governador tem falado muito nisso, da soja, milho, sorgo e outros grãos, isso é o que vai criar condições para nós podermos verticalizar nossa produção, pois com os grãos, vem toda uma cadeia produtiva de alimentos, como o de rações animais, que com um preço bem mais baixo do que a ração importada de fora, pode-se deslanchar a piscicultura, a suinocultura, a avicultura, enfim, tudo gerado a partir dessa produção de grãos. A produção de grãos no estado já é uma realidade, é fato, pois temos aí todo um ambiente propício para alavancar essa produção, apesar de alguns gargalos ainda que justamente serão trabalhados dentro dessa Câmara que falamos no começo.

Diário – E quais esses principais gargalos exatamente Joselito?
Joselito – Exatamente a questão fundiária e a questão ambiental, mas isso essa Câmara vai ter esse propósito de destravar, inclusive quero anunciar que a primeira reunião técnica da câmara, presidida pelo governador do estado, vai ocorrer agora no dia 31 de julho. E a primeira discussão será com a Aprosoja, que vai apresentar um plano de ação para os próximos cinco anos no Amapá, apontando as suas metas tanto de expansão das áreas plantadas, como também de produção, de aumento de produção. Só que ao mesmo tempo a Aprosoja vai apresentar as condicionantes para isso, ou seja, o que o governo, o que as entidades dos setores público e privado precisam trabalhar, precisam focar para que essa produção, essa meta, de fato se concretizem.

Diário – E o que já se tem em termos de área cultivada ou por se cultivar?
Joselito – Ah, sabemos que o estado está por atingir hoje 20 mil hectares praticamente de área plantada, com uma produção em torno de 50 mil toneladas, o que já estabeleceu um recorde esse ano de 13%, mas daqui a cinco anos podemos estar atingindo 100 mil hectares com uma produção de talvez 300 mil toneladas ou até mais. Para isso basta que nós consigamos destravar alguns obstáculos que estão hoje de certa forma emperrando o avanço dessa produção.

Diário – Mas a pauta dessa Câmara Setorial não se restringe apenas aos grãos, não é mesmo presidente?
Joselito – Claro, ela congrega 32 instituições, tanto do setor público como do setor privado, como eu disse, do setor econômico e todas as instituições que estão congregadas, que tem suas competências voltadas para o setor produtivo e com essa vertente da produção de alimentos hoje compõem essa Câmara. E a proposta é que ela também possa se subdividir em grupos temáticos, pois não vamos só discutir a produção de grãos. Falei dessa reunião com a Aprosoja, mas a partir dela as outras reuniões que vão se suceder irão discutir a cadeia da pesca, tanto a artesanal quanto a industrial, vamos discutir a aquicultura e toda essa cadeia, assim como o segmento de polpas de frutas, enfim, com a integração dessas entidades tenho certeza que todos vão estar focando seu planejamento com esse propósito, sem vaidades, deixando as questões políticas de lado, mas focar num projeto de estado e não de governo e com isso gerar emprego e renda pensando nas gerações atuais e futuras, pois é isso que o Amapá está precisando, ou seja, sair da economia do contracheque público e criar as condições necessárias para que a iniciativa privada de fato alavancar a economia do estado.

Diário – Sobre esse dinamismo do chamado agronegócio a gente vê como ocorrem os desdobramentos, em cadeia, pois com a soja vem a ração; com ela frango, suíno e peixe; enfim, agora duas empresas fortes anunciam a chegada ao Amapá, a Matsuda e a São Francisco Agronegócio, ligadas à insumos tecnológicos da pecuária e da lavoura. 
Joselito – Exatamente, essas empresas são da área de equipamentos, de serviços, tudo relacionado a esses outros elos da cadeia produtiva, que perceberam a dinâmica do agronegócio e começaram a se instalar aqui. E tudo cria um ambiente ainda mais propício para a própria verticalização dessa produção aqui no Amapá, daí a importância da entrada dessas outras empresas tanto da área do comércio como de serviços ligados ao agronegócio. O próprio sistema capitalista preconiza isso, ou seja, criando as condições para o fortalecimento do mercado outros campos se complementam e a rede toda se retroalimenta.

Diário – E nessa questão de destravar, acabar com os gargalos, existem outras iniciativa do ponto de vista de legislações mais arrojadas?
Joselito – Também, essas questões dos marcos regulatórios estão sendo trabalhados pelos órgãos do governo como uma lei nova que vai entrar no final do mês na Assembleia [legislativa] e que está sendo discutida com o Ministério Público Estadual, que é uma lei da Regulamentação Fundiária, que na retomada dos trabalhos no Parlamento deveremos iniciar um processo de audiências públicas e discussão com a sociedade. Sei que será uma lei moderna e já vem alinhada com uma legislação recente sancionada pela Presidência da República sobre regulamentação fundiária na Amazônia.

Perfil…

Entrevistado. O economista Joselito dos Santos Abrantes é amapaense, natural de Serra do Navio; entre seus títulos acadêmicos é doutor em Desenvolvimento Socioambiental pela UFPA; Mestre em Desenvolvimento Sustentável pela UnB; Especialista em Teoria Econômica e Sustentabilidade pelo CEAP. Especialista em Agenciamento da Inovação e Difusão Tecnológica pela UNIFAP e Especialista em Gestão de Projetos de Arranjos Produtivos Locais pelo ILPES/CEPAL. Analista II do Quadro de Técnicos do SEBRAE/AP e Professor Titular do Centro de Ensino Superior do Amapá (CEAP). Atualmente exerce o cargo de vice-presidente da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá/GEA).

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