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domingo, 26 de março de 2017

“Segunda-feira sai a ordem de serviço para o asfaltamento da BR 156 até Oiapoque”

Jorge Amanajás. O titular da Setrap dá mais detalhes sobre as obras viárias que o estado está executando. 
O titular da Secretaria de Transportes do Amapá, Jorge Amanajás, foi ao rádio ontem detalhar como o Governo do Estado está tocando o projeto de interligar de norte a sul um pedaço de Brasil que vive praticamente isolado do restante do país e que tem aqui a rodovia federal mais antiga em construção, a BR 156. Respondendo a questionamentos do jornalista Cleber Barbosa e também de ouvintes do programa Conexão Brasília, na Diário FM, o secretário falou ainda das obras de mobilidade urbana que a capital do estado está ganhando, entre elas a retomada da Rodovia Norte-Sul, que ganhará dois elevados para que possa ser conectada a dois importantes corredores do tráfego em Macapá, a Rodovia Duca Serra e a BR 210 em seu trecho urbano. A seguir, os trechos mais importantes da entrevista concedida por Amanajás.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – Moradores da zona norte de Macapá estão curiosos a respeito de uma obra que está surgindo lá na confluência do Infraero 2 com o Parque dos Buritis. É lá que vai sair a chamada rodovia da integração?
Jorge Amanajás – Exatamente, fica ali na Linha E, na verdade nós já rebatizamos como Linha Verde, pois é um setor de produção agrícola numa área periurbana aqui de Macapá. Nós, a partir de uma decisão do governador resolvemos fazer a pavimentação asfáltica dessa linha, já interligando, inclusive, com essa área mais urbana que você citou, o Parque dos Buritis e o Infraero 2, e nós vamos levar até a [rodovia] Norte-Sul. 

Diário – Daí o projeto original que chamada de rodovia da integração?
Jorge – Sim, é mais uma opção de tráfego para a zona norte e para a zona oeste da cidade, então vai ser assim uma rodovia de importância econômica muito grande, mas também que irá servir para essa questão do escoamento do trânsito pesado que existe nessa interligação com essas áreas urbanas de Macapá. Além disso, quem está na zona norte de Macapá e precisar ir a Santana, por exemplo, não vai mais precisar vir até o Centro ou mesmo dar aquele retorno pelo Km 09. 

Diário – E a quantas anda a obra da Rodovia Norte-Sul secretário?
Jorge – Nós estamos remodelando o projeto da rodovia, pois tivemos algumas dificuldades do ponto de vista arqueológico, mas que já está praticamente concluído. Mas nessa reformulação do projeto estamos trabalhando também na questão dos dois elevados que irão precisar ser feitos, tanto o viaduto que interliga com a Duca Serra, quanto o que inteliga com a BR 210. Então o nosso cronograma, que nós já estudamos bastante, é que no início do verão essas obras possam ser retomadas e a gente num ritmo mais intenso espera que até o fim do ano elas possam estar bem avançadas. Falta na verdade o último trecho, que é o terceiro, mais ainda precisa reformular algumas partes que foram feitas no primeiro e segundo lotes, como incluir ciclovias, passeio, enfim, a reformulação do projeto.

Diário – O senhor falou em dois viadutos, eles já estão com projeto pronto?
Jorge – Eles estão sendo trabalhados e esperamos que até meados de junho para julho devem estar concluídos. 

Diário – E a rodovia Duca Serra, que é considerada vital para o transporte de cargas até o porto, como está esse trabalho que marcou o início de sua gestão à frente da Setrap por decidir tocar a obra a toque de caixa como se diz?
Jorge – É, nós já avançamos bastante, apesar de termos sido pegos, digamos assim, um pouco antecipados com relação a chuva, pois nossa meta era chegar até o final de dezembro com o asfalto todo colocado nessa área que nós já nos pré-determinamos a fazer ao longo do ano passado, que foi até ali na confluência do quilômetro 09. Mas as chuvas iniciaram logo no começo de dezembro, então isso atrasou um pouquinho o nosso cronograma, mas mesmo assim a gente vem avançando nesse período com um pouco mais de dificuldade. Mas essa semana com um ou dois dias de sol nós conseguimos começar o capeamento asfáltico onde já está pronta a base para receber o asfalto. Nossa meta é chegar até o final do ano com a obra já bem avançada, até porque a partir de julho abriremos outra frente vindo de Santana.

Diário – Depois tem a questão de passar pela Lagoa dos Índios, não é? Como está isso também?
Jorge – A nossa meta é já no segundo semestre já fazer a ponte e fazer também o asfaltamento onde já começamos a fazer a base, com a colocação da primeira camada de pedra, ainda vamos colocar mais uma camada e no verão fazer a terraplenagem para começar o asfalto. Mas também ainda estamos em fase de tratativas com o Exército Brasileiro solicitando uma parte da área deles que vai precisar adentrar para a duplicação do trecho que vai da lagoa até a área do 34º BIS, próximo à [clube] Toca da Onça, onde vai ter ali o elevado que vai conectar com a Norte-Sul. 

Diário – O trabalho de conservação das rodovias federais, como na estrada que vai para o Jari,  conta com máquinas da sua secretaria também?
Jorge – Desde dezembro para cá isso passou para a responsabilidade do DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes]. Antes disso, o trecho sul da BR 156, que vai de Macapá a Laranjal do Jari era de nossa responsabilidade, mas com o fim do convênio com o DNIT ele assumiu essa parte e acredito que já deva até ter licitado e vai dar a ordem de serviço para as empresas que ganharam, então essa parte de conservação é com o DNIT mesmo. 

Diário – Mas fala-se na entrada do Estado no trabalho de construção desse trecho, não é?
Jorge – Sim, a nossa responsabilidade será com relação à construção do quarto lote de pavimentação dessa rodovia, que vai do quilometro 21 até ali à altura do Rio Vila Nova, passando um pouquinho aliás. Essa obra a gente já vem trabalhando no projeto, que já está concluído, e dentro de mais dois meses vamos conseguir concluir os estudos ambientais, que foi mais uma exigência do Ibama, na verdade alguns outros estudos que foram exigidos, então a nossa expectativa é que até meados de junho nós estejamos com a licença na mão. Com esse documento em mãos a gente de imediato já inicia a obra, pois parte dos recursos também já estão em conta. 

Diário – E os outros três lotes dessa estrada até o Jari?
Jorge – Dois deles, os lotes 2 e 3, o DNIT deverá licitar ainda esse ano para iniciar a obra o ano que vem. Já o lote 1, que inicia em Laranjal do Jari e vai até ali o Rio Cajari, nós iniciamos umas tratativas com o DNIT e o Exército Brasileiro. Estivemos eu e o governador há algumas semanas em Brasília, foi inclusive anunciado na mídia, no sentido de que o Exército possa assumir esse trecho, o que vai dar com certeza uma celeridade maior na execução da obra como um todo. Então a nossa expectativa é que também é que no ano que vem o Exército possa iniciar esse trecho.

Diário – Sobre o trecho norte dessa mesma rodovia, entre Calçoene e Oiapoque, que foi exatamente o que faltou para a festa de abertura da ponte binacional ser mais completa?
Jorge – Olha, nesta segunda-feira às 10 horas da manhã no Palácio do Governo haverá um evento em que o diretor nacional do DNIT, doutor Walter, estará vindo ao estado para, juntamente com o superintendente regional e o governador Waldez, assinarem a ordem de serviço exatamente desses dois últimos lotes que faltam para asfaltar a BR 156 Norte. Isso é uma notícia muito boa e que penso eu seja em função até mesmo pela abertura da ponte. Agora é claro que entre você assinar a ordem de serviço e a obra iniciar propriamente dita ainda leva um tempo porque nessa contratação, em RDC [Regime Diferenciado de Contratações], também está incluído o projeto executivo. Isso significa que a partir da ordem de serviço essas empresas que vão executar esse serviço devem iniciar um projeto executivo, o que leva pelo menos uns quatro, seis meses, e a partir daí iniciar a obra. O importante é que o licenciamento ambiental desse trecho já foi expedido então não haverá mais tantos problemas como estamos enfrentando no trecho sul. 


Perfil



Entrevistado. Jorge Emanuel Amanajás Cardoso nasceu no município de Chaves, no Pará, tem 50 anos de idade. É licenciado em Física e Engenharia Civil, pela Universidade Federal do Pará. É pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior, também pela UFPA. É fundador do projeto social Desafio Amazônico, um cursinho pré-vestibular gratuito. Foi deputado estadual por três mandatos, tendo sido eleito presidente da Assembleia Legislativa por três vezes. Nas eleições de 2010 foi candidato a governador do Estado, terminando o primeiro turno como o terceiro mais votado, num empate técnico com os dois primeiros, Lucas Barreto e Camilo Capiberibe. Em 2014 voltou a disputar o Setentrião, apoiando Waldez no segundo turno. 

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