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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

HOMENAGEM | Aniversário de 259 anos da cidade de Macapá

CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO
Longe de ser um destino turístico consolidado, o Amapá reúne todas as condições para isso, bastando a adoção de algumas medidas importantes que incluem o poder público e a iniciativa privada. A turismóloga Nira Brito, diz que ninguém do trade turístico aguenta mais ouvir falar em potencial turístico. “Isso só não basta, é preciso que tenhamos produtos turísticos formatados para aí sim colocá-los na prateleira para serem comercializados”, ensina.
A especialista enumerou algumas medidas que considera fundamentais para que o turismo local se consolide e o estado possa entrar de vez na briga para atrair o visitante de fora a conhecer o Amapá.
– Adoção de políticas públicas pelos governos para o planejamento e a expansão do setor econômico do turismo,
– Reagrupar o Trade Turístico, que hoje está enfraquecido;
– Criar campanhas educativas buscando sensibilizar a população sobre a importância das atividades turísticas dentro do estado.
– Identificação dos gargalos referentes à qualificação da mão de obra;
– Melhorias no planejamento urbanos das cidades, com a valorização dos pontos turísticos já existentes;
– Ações de promoção e marketing do Amapá como destino turístico;
– Investir na infraestrutura de acessibilidade aos atrativos turísticos naturais do estado, como balneários, cachoeiras e cidades históricas.

Diferencial
O fato de Macapá ser a única capital brasileira banhada pelo Rio Amazonas é algo especial. Mas que pode ser ainda mais valorizada, algo que agregue valor, como se diz. Especialistas como o arquiteto e urbanista Alberto Tostes, diz que a capital do Amapá não tem um projeto integrado que valorizasse a orla, além do perímetro entre o bairro Perpetuo Socorro ao Araxá. “Macapá tem uma orla espetacular, poucas cidades na região tem isso na sua paisagem”, elogia o especialista ouvido pelo Diário do Amapá.

Nossa opinião
A Bahia e Ceará, obtém resultados palpáveis pela decisão de apostar no turismo. Na Amazônia, Pará e Amazonas disputavam os turistas do chamado ecoturismo até que a transformação de um velho estacionamento de aviões de Belém em Centro de Convenções, mudou o eixo do turismo por lá. O Hangar tem reservas para dois anos. Turismo de eventos pode ser a saída também para o Amapá.

Apenas Macapá figura com potencial, diz estudo

O número de cidades com potencial turístico diminuiu entre as edições de 2013 e de 2016 do Mapa do Turismo Brasileiro, segundo dados do Ministério do Turismo. Em 2013, foram mapeados 3.345 municípios em 303 regiões turísticas em todo o país. Já na versão atual, são 2.175 municípios em 291 regiões turísticas. No Amapá, a capital Macapá é a única do estado citada com potencial turístico de classificação “A”.
A versão 2016 do mapa foi lançada no final do ano passado e identifica as cidades de interesse turístico e aquelas que, de alguma forma, se impactam pelo turismo – como, por exemplo, aquelas que não recebem turistas, mas enviam mão-de-obra ou insumos para cidades vizinhas que são efetivamente turísticas.
De acordo com o Ministério do Turismo, dos 26 estados do país, 24 tiveram o número de municípios reduzido entre as versões de 2013 e 2016. Apenas Pará e Santa Catarina registraram um aumento. Segundo o governo, no entanto, a queda no número de cidades é considerada benéfica, pois, com uma versão mais enxuta, “os órgãos conseguem priorizar, efetivamente, os municípios que adotam o turismo como estratégia de desenvolvimento”.

Porque ainda se deve reverenciar a orla da cidade de Macapá

A orla de qualquer cidade fluvial é sempre a maior referência para seus moradores e visitantes. E quando o rio em questão é o maior do mundo então nem se fala. O fato é que a Beira-Rio de Macapá é um desses lugares que não podem deixar de ser mostrados aos turistas e até mesmo parentes de quem mora no lugar. Profissionais do setor como o guia Marcelo de Sá, diz não ser raro testemunhar gente indo às lágrimas só pelo fato de estar de frente com o Amazonas – reconhecido recentemente como o maior do mundo tanto em volume d’água como em extensão.
De fato, todos os caminhos da cidade levam à orla, tanto que as primeiras edificações são localizadas exatamente às proximidades dela, como a Igreja de São José e a Fortaleza. De manifestações políticas ou até mesmo comemorações esportivas tudo é levado para a “frente da cidade”, como as pessoas costumam se referir a essa região geográfica de Macapá.
De uns tempos para cá, inclusive, as famílias passaram a cultivar hábitos sadios, como fazer caminhadas e corridas, bem como ginástica em grupo. “Há bem pouco tempo também a gente passou a vir para cá fazer um piquenique. Vi isso numa viagem à Europa e achei chique”, diz, descontraída, a empresária Carla Milesky, 45, que nasceu no Paraná e que mora no Amapá desde 1995. Ela acrescenta ainda que o fato de estar às margens do rio-mar empresta um forte apelo a essa deliciosa prática de boa convivência com a Beira-Rio.
Alumas pessoas, entretanto, ainda se ressentem apenas de uma convivência mais aproximada com o rio, como tomar banho em suas águas. A orla ganhou os chamados muros de arrimo, que protegem as ruas da ação da força das marés, mas que acabam dificultando a entrada de banhistas. Fica então uma boa dica aos candidatos a prefeito. Ou prefeita.

CURIOSIDADES– A toponímia é de origem tupi, como uma variação de “macapaba”, que quer dizer lugar de muitas bacabas, uma palmeira nativa da região.
– A história de Macapá se prende à defesa e à fortificação das fronteiras do Brasil Colônia, quando estabelecido um destacamento militar, criado em 1738. Posteriormente, na Praça São Sebastião (atual praça Veiga Cabral), a 4 de fevereiro de 1758, foi levantado o Pelourinho, fundando a Vila de São José de Macapá.

259anos
Idade que Macapá completa neste 4 de fevereiro.

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