Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura, política e empreendedorismo.


sábado, 29 de outubro de 2016

Batalhão Rodoviário Estadual prepara esquema especial para o feriadão

Por: Rafael Guerra
Batalhão vai utilizar todo o efetivo durante o feriado prolongado para garantir a segurança nas rodovias estaduais
O Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) montou um esquema especial para o feriadão que inicia neste sábado, 29, e se estende até quarta-feira, 2 de novembro, empregando todo o efetivo, incluindo os militares das áreas administrativas. 
De sexta a domingo, parte dos militares dará reforço a uma operação extra em Santana. No domingo, segundo turno das eleições municipais, os policiais farão a segurança de escolas às margens de rodovias estaduais. Já na quarta-feira, 2, Dia de Finados, o trabalho será concentrado principalmente no Cemitério São Francisco, na BR 210, além de apoio nos cemitérios da área urbana da capital. 
Paralelo a isso, o BPRE vai manter o policiamento ordinário nas rodovias estaduais, com barreiras em pontos estratégicos, para fiscalizar os condutores que aproveitarão a folga para visitar balneários e o interior do Estado. 
“Montamos uma grande operação para garantir que a tranquilidade e segurança da população nesses dias de folga”, disse o subcomandante do batalhão, capitão Jonas Meguins.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

MPF quer resgate do acervo arqueológico em obras públicas de três municípios

Patrimônios foram impactados pelas obras de pavimentação da Rodovia AP-070, de construção da Ponte Binacional e durante atividades minerárias em Pedra Branca
Em quatro ações distintas, o Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) pede na Justiça Federal reparação de danos a sítios arqueológicos impactados pelas obras de pavimentação da Rodovia AP-070, em Macapá; de construção da Ponte Binacional, em Oiapoque; e pela atividade minerária, em Pedra Branca do Amapari.
 
A ação coordenada busca a responsabilização dos empreendedores responsáveis pelas obras e atividades impactantes: o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) e quatro empresas privadas – duas construtoras e duas mineradoras. O Estado do Amapá figura como réu em três das quatro ações, assim como o Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap), responsáveis solidários como órgãos licenciadores ambientais.
 
As ações ajuizadas pelo MPF/AP têm como base estudos da Universidade Federal do Amapá (Unifap), do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 
Rodovia AP-070 – Há dez anos, o Iphan cobrava do Estado medidas para reparar os danos a sítios arqueológicos localizados entre os distritos do Curiaú e Santa Luzia do Pacuí, em Macapá. Foi o Iepa que detectou achados cerâmicos danificados pelas obras de construção e pavimentação da Rodovia AP-070. O órgão revelou, ainda, a existência de aproximadamente 20 sítios arqueológicos ao longo do trajeto da rodovia.
 
Em 2014, devido ao reiterado descumprimento das recomendações do Iphan, as obras foram embargadas e paralisadas. Não houve a realização de pesquisa arqueológica prévia aos serviços na rodovia. A informação consta em pesquisa científica realizada pela Unifap. O relatório concluiu que “o autolicenciamento ambiental realizado pelo Estado nos empreendimentos que ele mesmo executa tem sido prejudicial ao patrimônio arqueológico”.
 
Na ação, o MPF/AP pede o resgate e o dimensionamento do impacto causado aos sítios Santo Antônio da Pedreira e Areal e o resgate dos sítios Cantazal e Santa Luzia do Pacuí. O Estado do Amapá e o Imap também podem ser condenados, ainda, ao pagamento de danos patrimoniais e morais coletivos.
 
Ponte Binacional – O DNIT e as empresas Egesa Engenharia S/A e CMT Engenharia LTDA são acusados de causar impacto a sítios arqueológicos em Oiapoque. Os danos ocorreram entre 2006 e 2011, durante a execução das obras da Ponte Binacional. Estima-se que, durante a abertura do acesso da BR-156 até o local de implantação da ponte, 1/3 da área do sítio arqueológico identificado como Oiapoque I tenha sido destruído.
 
Em 2010, na área destinada à instalação da Aduana, a construção de paiol resultou no impacto a 50% de outro sítio existente no local. O Ibama, licenciador do empreendimento, já havia especificado a área como “insuscetível de edificação”; os réus sofreram autuação administrativa do órgão. Na ação, o MPF/AP destaca que a obra foi iniciada sem que houvesse estudos arqueológicos necessários e a anuência do Iphan.
 
Atividade minerária – As empresas Beadell Brasil e Zamin Amapá Mineração S/A são apontadas como responsáveis por impactar 19 dos 37 sítios arqueológicos existentes na Área da Mina do Projeto de Ferro Amapá (MMX), em Pedra Branca do Amapari. Dez sítios foram completamente destruídos em decorrência da atividade minerária desenvolvida entre 2006 e 2009 no município.
 
Ainda em Pedra Branca, o Projeto Amapari – desenvolvido entre 2004 e 2010 pelas mesmas empresas –, provocou danos em 16 dos 18 sítios identificados por arqueólogos da Unifap. Os fragmentos cerâmicos e artefatos líticos eram do tipo pré-colonial. Houve reparação do dano ao patrimônio arqueológico de apenas um sítio, os outros 15 continuam pendentes de compensação.
 
Para ambos os projetos, o Estado do Amapá concedeu licenças ambientais antes mesmo de ser apresentado o levantamento arqueológico. A instalação das empresas, paralela ao trabalho – e não prévia como deveria ser –, ocasionou grande perda do patrimônio cultural e arqueológico da região. Pela lesão ao patrimônio histórico, o MPF/AP quer a condenação das mineradoras e do Estado do Amapá ao pagamento de indenização por danos patrimoniais e morais coletivos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Feirão de duas companhias oferece passagens aéreas a partir de R$ 69

Nos voos de São Paulo/Guarulhos a Curitiba, ou de Curitiba ao Rio de Janeiro/Galeão e de Confins para o Santos Dumont (RJ) a promoção oferece passagens a partir de R$ 79,90 (por trecho)



As companhias aéreas Azul e LATAM lançaram neste fim de semana uma das melhores promoções dos últimos meses. São milhares de assentos para viagem de outubro até 15 de dezembro deste ano. Na promoção da LATAM, batizada de “Última Chamada” é possível encontrar passagens por R$ 69 o trecho de Confins (MG) para o Rio de Janeiro/Galeão e R$ 500 (ida e volta) nos voos para a América do Sul.
Nos voos de São Paulo/Guarulhos a Curitiba, ou de Curitiba ao Rio de Janeiro/Galeão e de Confins para o Santos Dumont (RJ) a promoção oferece passagens a partir de R$ 79,90 (por trecho). De Curitiba para o Galeão a LATAM lançou tarifa por R$ 75 na ida ou volta. Já na ponte aérea Rio/São Paulo você encontra passagens por R$ 98 na ida ou volta. As taxas de embarques não estão incluídas.

Na promoção da Azul é possível comprar passagens por R$ 68,90 de Curitiba (PR) para o Santos Dumont (RJ). Já um bilhete de Guarulhos para o Rio de Janeiro pode ser comprado por R$ 76,90. Já uma passagem de Guarulhos para Confins está disponível na promoção da Azul por R$ 83,90 na ida ou volta.
LONDRES
A LATAM também lançou ótimas ofertas para os seus voos internacionais. Nesta promoção você encontra tarifas especiais para destinos na América do Sul com voos a partir de R$ 500 (ida e volta), de São Paulo/Guarulhos a Buenos Aires (Argentina). Para Londres ou Frankfurt a LATAM está vendendo passagens de ida e volta por R$ 1.609 para partidas de várias cidades, entre elas de Guarulhos (SP), Galeão (RJ, Vitória (ES) e Confins (MG).
A passagens estão disponíveis para compra até as 08h00 do dia 10/10, e embarques entre 14/10 até 15/12/2016, exigindo permanência mínima de 3 dias ou 1 noite de sábado no destino. Resgates a partir de 5 mil pontos Multiplus o trecho em classe econômica, sujeito a disponibilidade.

sábado, 8 de outubro de 2016

Prefeito eleito de Calçoene defende “repatriação” de pólo pesqueiro do município

Prefeito eleito de Calçoene, Dr. Lindoval, que tomará posse dia 1º de janeiro de 2017
O prefeito eleito do município de Calçoene, Lindoval Rosário, anunciou neste sábado (8) que entre suas principais propostas para a futura gestão quer adotar uma arrojada política de incentivos ao setor pesqueiro. Para isso, diz, quer abrir as portas do município para investidores que desejem empreender no setor da pesca, visto que apesar da enorme reserva pesqueira existente na Costa de Calçoene, são municípios paraenses que levam a fama de exportadores de espécies tiradas do município amapaense.
Adotando o nome político de Dr. Lindoval – por ter sido o defensor público da Comarca – o futuro administrador municipal esteve hoje na Diário FM participando do programa Conexão Brasília, apresentado pelo jornalista Cleber Barbosa. Na ocasião, ele falou também a respeito de outras medidas que pretende adotar para aumentar a arrecadação da Prefeitura e conseguir assim atender as demandas do lugar, que sequer possui uma agência bancária.
Ele explicou que segundo dados oficiais, este ano os repasses constitucionais como o FPM (Fundo de Participação do Município) representaram uma receita de pouco mais de R$ 2 milhões anual, o que significa R$ 160 mil por mês. “Nós precisamos ousar mais e criar incentivos fiscais para quem vier investir em Calçoene, com mais frigoríficos, fábricas de gelo, enfim, tudo que gira em torno do setor pesqueiro, afinal além de ser um município costeiro, Calçoene ainda é cortada pela BR 156 totalmente pavimentada até o Porto de Santana e o Aeroporto de Macapá”, enumera.

Atrativos
O vitorioso nas urnas de domingo em Calçoene também falou a respeito de turismo, uma de suas apostas para aquecer a economia local. Ele cita o Parque do Solstício, o maior sítio arqueológico do município, além de outros ainda não oficializados, bem como balneários como o Asa Aberta e até a Cachoeira Grande. “Que muita gente acha que fica no município de Amapá, mas que na verdade é sim de Calçoene e que em nossa gestão deverá ser urbanizada e mais divulgada. Na verdade, queremos ter um centro de convenções no município, que fique às margens do rio”, anunciou.
Já o potencial mineral de Calçoene também é objeto de detida atenção do prefeito eleito. Ele lembra que fica em seus domínios o Garimpo de Lourenço, que também precisa ser reformulado, bem como uma recente descoberta de minério de manganês no distrito de Cunani. “Além disso ainda temos a pesquisa de petróleo na Costa Oceânica que deverá injetar recursos ne economia de Calçoene com os royalties de óleo e gás que já existe empresa fazendo as perfurações”, completa Dr. Lindoval.
O prefeito eleito também diz apostar de que até o próximo dia 20 possa fechar articulações com integrantes da bancada federal do Amapá em Brasília para a definição de Emendas Parlamentares para 2017. Ele terá encontros com deputados federais e senadores durante a semana para defender a apresentação de projetos para obras estruturantes em Calçoene, que possam ser viabilizadas por meio de recursos extra orçamentários provenientes da União.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

FEIRA | Amapá participa da 44ª Abav Expo Internacional de Turismo, em São Paulo

A titular da Secretaria de Turismo, Syntia Lamarão (segunda à esquerda) com sua equipe técnica
CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO

O Amapá esteve participando durante a semana da 44ª Abav Expo Internacional de Turismo, um dos maiores eventos do setor realizado no Brasil, que aconteceu no Expocenter Norte, em São Paulo (SP). No evento, a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) tem a parceria do Ministério do Turismo (Mtur) e da Associação Brasileira de Viagens do Amapá (Abav).

O encontro reúne expositores de todo o mundo anualmente para oportunizar negócios e a promoção de destinos turísticos. O estande do Amapá divulgava o potencial turístico do Estado e apresentava peças artesanais feitas de manganês, cerâmica e madeira, além de produtos como óleos de copaíba, pracaxi e andiroba. A culinária amapaense também ganhou destaque com o doce de cupuaçu e degustações de gengibirra, tradicional bebida feita artesanalmente.

O empresário Valdir de Souza, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, gostou muito da bebida tradicional nas rodas de marabaixo. “Ainda não havia provado algo tão encorpado como essa bebida. O gengibre é realmente incrível”, disse o empresário Valdir de Souza, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

A música popular amapaense chamou a atenção dos visitantes. O artista Clay Lunna, que já recebeu sete prêmios em eventos nacionais, foi o responsável por apresentar a cultura amapaense no espaço.

Para a secretária de Estado do Turismo, Syntia Lamarão, o evento é uma oportunidade impar de divulgar o Amapá como destino turístico e a cultura amapaense. “Nesta feira participam visitantes do mundo todo que se mostram encantados com as belezas do nosso Estado. Aqui promovemos e divulgamos nossos atrativos, possibilitando a consolidação do Amapá como destino turístico”, ressaltou.

A 44ª Abav Expo Internacional de Turismo tinha a expectativa de receber mais de 60 mil visitantes nos três dias de evento. Na feira também aconteceu paralelamente o 46º Encontro Comercial da Braztoa, que reúne operadores de turismo do mundo todo.

Além da participação dos representantes da Setur-AP, merece destaque também a ida de um grupo de empresários, agentes de viagem e técnicos da Abav-AP liderados pela presidente da entidade, Pietrina Salgado.

Empresários do Amapá prospectam negócios
Uma das características das feiras como a Abav Expo é a possibilidade de reunir sob a mesma tenta, por assim dizer, quem quer comprar com quem quer vender. A empresária amapaense Elani Leite, da Equador Tur, disse que o diferencial do turismo é a capacidade de ajudar as pessoas a realizarem sonhos. “O turismo é uma indústria como outro segmento qualquer, portanto é uma atividade econômica que gera empregos e pode sim ajudar o nosso estado”, diz a agente. Ela lembra que especialmente na feira os donos de agências de viagem buscam junto a operadoras de turismo as tarifas mais atraentes.
Já a presidente da Abav-AP, Pietrina Salgado, diz que a participação do estado em eventos como a feira em São Paulo, integram uma estratégia de promoção e marketing do Amapá como destino turístico. “E nesse formato, onde os estados e algumas das principais cidades turísticas são organizadas e distribuídas em ruas e avenidas possibilitam ao visitante e aos expositores saberem mais sobre o nosso país”, reforça a empresária, numa referência aos estandes com gastronomia, artesanato, cultura, impressos, vídeos e muitas explicações e apresentações dos destinos.

Otimismo em uma recuperação da economia marcam a abertura da feira
A feira desta ano foi aberta sob o signo do otimismo. Sobretudo a partir de dois fatores: o clima de alívio com a chegada do novo governo federal, de forma definitiva, e os primeiros sinais de que a economia pelo menos parou de cair. O sucesso da realização dos Jogos Olímpicos no Rio também permeou o discurso de quase todas as autoridades, colocando, junto com o otimismo, um clima de orgulho pouco visto ultimamente no País.

Os anfitriões, o presidente da Abav Nacional, Edmar Bull, e a presidente da Braztoa, Magda Nassar, destacaram mais uma vez a parceria entre as entidades e demonstraram otimismo em relação à esta edição do evento. Fizeram ainda as cobranças ao ministro do Turismo, Alberto Alves, e destacaram outros prontos importantes. Segundo Bull, que abriu a cerimônia solene pela primeira vez desde que assumiu a presidência da Abav Nacional, foram realizadas 23.700 inscrições para a Abav Expo, e a previsão é passar de 24 mil. “Na Vila do Saber, que está com um novo layout, recebeu mais de 5,3 mil inscrições”, afirmou ele.

Em relação à pauta de reivindicações, Bull elencou, por exemplo, a extensão da flexibilização dos vistos para certas nacionalidades, rever o ISS e o PIS Cofins, a criação de um fundo garantidor, a liberação dos cassinos, sob regras. “Também precisamos trabalhar nas Compras Governamentais”, destacou Bull. Magda enfatizou o trabalho conjunto das entidades de turismo e destacou o potencial de crescimento do turismo no País. “Hoje o turismo no PIB do Brasil é de 3,3% e no mundo, em média, é de 9%. Precisamos chegar lá”, disse ela.

*Colaborou: Henrique Borges

NÚMEROS
- Até 18 horas de sexta-feira, último dia do mega evento na capital paulista, o total de visitantes era de 20.014, somados os profissionais inscritos – 25.353 e a movimentação na Vila do Saber – 7.565.
– A visitação pela feira teve um percurso de 271 estandes, com 1.100 marcas expositoras e no panorama geral de primeira avaliação houve um contentamento com otimismo.
30mil
Expectativa de público total da 44ª Abav Expo Internacional de Turismo em São Paulo.

ATRAÇÕES

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