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terça-feira, 5 de abril de 2016

"Operação Guincho" prende servidores da companhia de transporte de Macapá

Foto: Chico Terra
O Ministério Público do Estado do Amapá, através da Promotoria de Investigações Cíveis e Criminais – PICC, com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, desencadeou nesta terça feira, 5 de abril, a operação “Guincho”, para cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e 15 ordens de busca e apreensão, decretadas pelo juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Macapá.
A investigação, iniciada a partir do mês de março de 2015, após notícia apresentada na PICC pela Diretora Presidente da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá - CTMac, Cristina Maria Baddini Lucas, dando conta de possíveis crimes ocorridos naquela autarquia municipal, tais como facilitação e liberação de veículos apreendidos do pátio da Companhia, mudança na capitulação de infrações de transporte irregular, liberação indevida de veículos apreendidos durante fiscalização fixa e móvel, extravio de autos de infração e furto do pátio da autarquia de peças de veículos particulares apreendidos.

Após meses de monitoramento e outras diligências, a investigação revelou a existência de uma organização criminosa formada especialmente por agentes de trânsito e outros servidores da CTMac que agiam em conluio com prestadores de serviços (“guincheiros”) da Companhia, causando considerável prejuízo ao erário e incrementando as enormes dificuldades do sofrível trânsito da capital amapaense.

Foram cumpridas as ordens de prisões de ADRIANA DA PAIXÃO, MARCELO FELIPE PEREIRA, JEAN DOMINGOS ALVES DE SOUZA, JOSÉ ALEX BARRIGA DOS SANTOS, OSMAR PINHEIRO DO ESPIRITO SANTO, RONALDO RIBEIRO, ALEX SOUZA DE OLIVEIRA, ELCICLEY DE MELO CARDOSO, MÁRIO SOARES PEREIRA FILHO, JOSÉ UBIRAJARA SANTOS, ALESSANDRO MARQUES VAZ e WDIRAN FERREIRA DE OLIVEIRA.

Houve prisão em flagrante e apreensão de vários documentos no cumprimento das ordens judiciais de busca.

Na investigação, diversos crimes são apurados, como organização criminosa, supressão de documento público, corrupção passiva e ativa, concussão e peculato.

O departamento de Polícia Técnica do Estado do Amapá e o Instituto de Administração Penitenciária do Estado do Amapá também contribuíram para o êxito da operação.

Cerca de 60(sessenta) pessoas, entre promotores de justiça, delegados de polícia, agentes de polícia, oficiais de polícia, policiais militares e peritos participam da operação.

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