Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura, política e empreendedorismo.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Confira erros e acertos no traje escolhido para o debate da TV Amapá


De um modo geral, as assessoria deram mais atenção a este quesito em relação a debates de anos anteriores, mas aqui e acolá tivemos sim alguns pontuais problemas.

O pior nó de gravata da noite foi o de Jorge Amanajás, que escolheu uma acetinada, muito atual, tudo bem, o problema foi só a finalização do nó, ficou enforcada e distorcida a gravata;
Lucas também não foi feliz na execução, apertando demais o nó do acessório complicando o conjunto do traje, digamos assim, devido a silhueta mais robusta que ostenta, muitos quilos a mais do que em 2010 quando emagreceu consideravelmente;
Waldez foi de clássico, com alusão ao azul de campanha, não na gravata, mas na camisa; no primeiro bloco falou para a câmera errada, um problema que pode ter sido da produção ou descuido dele mesmo.
Bruno também foi clássico, terno preto e uma gravata em tom básico, da cor verde, sua cor na campanha; parece lidar com naturalidade com o início da calvície, não usando nenhum artifício na cabeleira.
Camilo teve problemas com a abotoadura da camisa, sobrou pano pra cima da gravata e parece ter usado menos fixador no cabelo, cuja entrada da canvície parece o incomodar bastante;

sábado, 27 de setembro de 2014

Coluna Social da Ziulana Melo no Diário do Amapá


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

LIÇÕES DE UM MESTRE: Especialista em turismo avalia o setor

TURISMO / O Diário do Amapá convida um especialista internacional em turismo para uma avaliação realista sobre como o Amapá persegue a vocação turística que possui.
Contrastes. O especialista em turismo e hotelaria retorna a Macapá 30 anos depois e diz ter encontrado uma cidade maior, mais desenvolvida, mas com sérios problemas de manutenção de seus logradouros e pontos turísticos como a Beira-Rio.

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Ele morou por 18 anos na Argentina, tem forte sotaque hispânico, que impregnou nas cinco línguas que fala, entre elas o nosso português. Mas este suíço de nascimento é um cidadão do mundo e alguém que se diz apaixonado pela Amazônia e em especial o Amapá, onde nasceram duas filhas e, claro, sua esposa. A convite da Rádio Diário FM ele compareceu ao programa Conexão Brasília, para fazer um diagnóstico sobre como reencontrou o Estado onde morou por 14 anos, quando era gerente do – à época – imponente Novotel Macapá.
Ele chegou ao antigo Território Federal do Amapá em outubro de 1984, sendo o segundo gerente-geral do Novotel, que pertencia a um grupo francês de hotelaria, o Accor, hoje o maior do mundo neste segmento. “Hoje esse grupo possui seis redes hoteleiras, como Ibis, Mercure, Sofitel, entre outras espalhadas pelo mundo todo, além de restaurantes industriais que eu também fiz parte, como a GR do Brasil”, diz ele.
Cachoeira de Santo Antônio, no Rio Jari
Nuances - Diego Born é bacharel em Turismo pela primeira Universidade a organizar um curso para esse segmento da economia, em Lausanne, além de Mestrado, em Genebra. Mas diz que apreendeu muito no Brasil e na Amazônia, daí defender cursos locais de formação de mão de obra para o turismo. Ele diz que já naqueles tempos do Território Federal já se falava em explorar o potencial turístico do Amapá. “Potencial não se vende. O que você compra é um produto. Então para você ser competitivo você tem que ter um produto de qualidade, em todos os níveis, inclusive em questão de segurança”, ensina. Ele defende uma tese que em se tratando de turismo o melhor é copiar e adaptar coisas que deram certo no mundo. “Você pode inventar alguma coisa, mas é difícil inventar. O que digo é que às vezes, com menos dinheiro você faz a mesma coisa só que muito melhor. Você pode copiar e adaptar coisas profissionais, técnicas, que junto com o jeito hospitaleiro dos brasileiros, se tornam únicas. Neste sentido, ele diz que o brasileiro tem um diferencial, que é alegria, o jeito de receber como ninguém faz no mundo. “Quando eu trabalhei num resort na Ilha Mexiana, no Pará, a maioria dos hóspedes era estrangeiros e eles diziam que a autenticidade dos funcionários era o que mais chamava a atenção e eu dizia que essa era uma característica do povo brasileiro”, completa.
O especialista topou falar sobre como reencontrou a Macapá trinta anos depois. Sua crítica construtiva vai direto ao estado de conservação das ruas e avenidas da cidade. “Totalmente esburacadas e sem calçadas”, diz.

Pontos turísticos estão mal cuidados, diz Born
Mas nem tudo são rosas na visão de Diego Born sobre o Amapá. Nessa volta ao Estado ele faz críticas ao estado em que se encontram muitos locais turísticos de Macapá, como a Praça Beira Rio. “Eu me lembro que em 1984 se eu botasse os pés na grama da Praça Zagury tinha uma guarda que apitava e me fazia sair de cima da grana na hora! Era cuidada a praça”. Ele também faz críticas ao estado do Trapiche Eliezer Levy, das rampas do Santa Inês que ele diz terem ficado em posição incorreta devido não terem observado o real movimento das marés. Diego diz ter percorrido a orla, desde em frente a Residência Governamental, passando pelo Igarapé das Mulheres e o Perpétuo Socorro e diz ter encontrado tudo muito sujo, quebrado e sem a menor condição de receber tanto turistas como moradores da cidade. “E inseguro, principalmente, como o Araxá, caindo aos pedaços”, diz, desolado.
Ele também visitou o Curiaú e a Fazendinha, que naqueles tempos eram o ‘point’ da cidade, um local de referência, para onde todo mundo que visitava Macapá era encaminhado a visitar a Fazendinha e comer camarão. “Hoje está uma vergonha. O que foi feito com Macapá?”, indaga o especialista em turismo.

O que o turista de fora mais gosta ao visitar o Brasil é a hospitalidade local
Como exemplo de que só potencial não adianta, cita a Cachoeira de Santo Antônio, no Rio Jari, cujas fotos sempre aparecem nas folheterias e material promocional do Amapá como destino turístico. “Porém é preciso ter um programa de visitas regulares para lá. É preciso também falar a língua, pensar no conforto e na segurança desse turista, não precisa nem ser um hóspede de hotel cinco estrelas ou um mochileiro, mas todas as informações turísticas precisam ser confiáveis, dar as garantias de que vai acontecer”, diz o especialista. Diego compara o receptivo a um turista como o gesto de receber um visitante em casa. Nessas ocasiões as pessoas verificam se o banheiro está limpo, arrumam um quarto com a melhor roupa de cama e servem uma boa comida. “E deve ser exatamente a mesma coisa com o turista, em qualquer lugar do mundo, onde todos querem ser bem atendidos”, completa.
Ele diz que o turismo passou por mudanças importantes desde os anos 80 para cá. Países como a Espanha, a própria Suíça, Itália e França tem um número de turistas igual ao de suas próprias populações. “Nós temos hoje no Brasil 200 milhões de habitantes e só recebemos em 2013 5,7 milhões de turistas. Enquanto isso, países em desenvolvimento como o Peru, com uma população de 3,5 milhões de habitantes que recebe a mesma quantidade de turistas, como o Chile também, o Uruguai com 3,2 milhões de turistas e a Argentina com 2,4 milhões de visitante por ano”, enumera. Diego Born diz ser verdade aquela frase comum de que o turismo é uma fábrica sem chaminé, só que não dá voto aos políticos, daí entender que por aqui o turismo é visto como algo que não rende politicamente. “Mas têm países que veem o turismo como a primeira, a segunda e a terceira atividade econômica mais importante”, exemplifica.

CURIOSIDADES
"O que mais chama a atenção dos turistas estrangeiros que vêm ao Brasil é a maneira com que os brasileiros os recebem".
Diego Born, Turismólogo
- O Brasil aparece em 6º lugar no ranking de países, que leva em conta vários indicadores do setor – importância do turismo para o PIB (Produto Interno Bruto), geração de empregos, divisas geradas por turistas internacionais e investimentos públicos e privados.
- O setor deverá gerar 8,9 milhões de empregos diretos e indiretos este ano, segundo dados do Ministério do Turismo.


R$ 466 Bilhões
O impacto do turismo na economia do Brasil/ano.

VISTA AÉREA

“Até 2016 eu acredito que será possível ir de Macapá a Oiapoque só no asfalto”

Fábio Vilarino, diretor-superintendente do DNIT no Amapá
Ele é mineiro de nascimento, mas um cidadão brasileiro acima de tudo, pois na carreira de bancário percorreu vários estados. E bem ao estilo de seus conterrâneos das Alterosas, tem fala mansa e estilo bem despojado para o cargo que acaba de assumir. Fábio Vilarinho escreve uma nova história da presença do Estado Brasileiro nesta região do país, no Extremo Norte. O superintendente do Dnit no Amapá tem a árdua missão de concluir a obra que a imprensa nacional aponta como a mais antiga em construção no país, a BR 156. Ele contesta os números que a mídia aponta, de que a estrada começou a ser construída há 79 anos. Longe disso, arrisca uma previsão de que até 2016 será possível viajar de carro entre Macapá e Oiapoque em uma estrada totalmente pavimentada.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – A mídia nacional chegou a dizer que o Amapá possui a rodovia federal há mais tempo em construção. São 79 anos, mesmo, que a BR 156 espera ser pavimentada?
Fábio Vilarinho – Olha, o primeiro convênio que o Dnit assinou com o governo do estado do Amapá foi em maio de 1976. Então faz 38 anos, que foi o convênio de construção. Nós dividimos a BR156 em dois trechos, o tronco sul, que liga Macapá ao Laranjal do Jari, e o tronco norte que liga Macapá a Oiapoque. 

Diário – E a BR 210 liga Macapá até Serra do Navio?
Fábio – Não, liga Macapá até a divisa com o Pará e agente hoje tem um trecho de conservação até o Rio Jacaré. Só que a rodovia 210 ela tem um trecho coincidente com a 156.

Diário – Elas se encontram, não é?
Fábio – Se encontram, são coincidentes, tanto pode ser 156 como 210 até Porto Grande.

Diário – Esse encontro se dá na bifurcação do quilômetro 21 da BR 210, não é?
Fábio – Exatamente, seguem juntas até a bifurcação de Porto Grande.

Diário – É comum também chamarem a BR-210 de Perimetral Norte. Qual é a delimitação oficial dela?
Fábio – A Perimetral Norte começa em Porto Grande, pois a BR-210 liga três Estados, que são o Amapá, o Pará e Roraima. Ela foi criada para se criar um corredor passando por esses três estados para chegar até o Caribe.

Diário – A chegada oficial do Dnit, com essa representação que o senhor assumiu é coisa recente aqui no Amapá, não é?
Fábio – Foi criado o Dnit-AP em 2008, quando surgiu a lei, mas sua instalação oficial foi em 21 de novembro de 2013. Antes existia o DNIT, mas era Pará e Amapá, com sede em Belém. O Amapá era a única Unidade da Federação que não tinha um DNIT local. E tinham quatro estados que não tinham regionais, que eram Amapá, Brasília, Roraima e Acre.

Diário – Na estrutura do Ministério dos Transportes qual o papel que exercem tanto o DNIT como a ANTT?
Fábio – A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) não é ligada ao Dnit, mas sim ao Ministério dos Transportes, ela é a agência que regulariza o transporte de cargas internacional e o interestadual de passageiros também. O Dnit está atrelado à estrutura do Ministério dos Transportes, mas é um órgão independente, igual à ANTT, tanto é que está previsto para inaugurar no final do ano a Ponte Binacional e quem fará essa regulamentação é a ANTT.

Diário – E qual é a missão exatamente do Dnit aqui no Amapá?
Fábio – É a construção, conservação e a restauração de rodovias federais e também é responsável pela ponte Brasil/França, inclusive essa ponte tem bastante tempo pronta e nós estamos acabando de construir a Aduana, pois numa ponte internacional você tem que ter a estrutura alfandegária, que está prevista ser entregue agora em outubro. A parte de regulamentação do trânsito de veículos de passeio já está pronta, mas falta ainda a questão da regulamentação do transporte de cargas.

Diário – Pelo que sabemos devido a estrada do lado francês ser dentro de um conceito de estrada-parque a legislação seria diferente, com o limite de tonelada por eixo sendo diferente, o que impossibilitaria o transporte de cargas do lado brasileiro. Isso é verdade?
Fábio – Essa pergunta é muito importante, mas eu não tenho esse conhecimento, pois essa parte de legislação de transporte não é competência do Dnit, mas sim com a ANTT. Agora eu acredito sim que a legislação francesa seja diferente da brasileira, apesar de que será uma rodovia internacional então se esse padrão não for o regulamentar então deverá passar por modificações para ser feito o transporte de cargas.

Diário – Mas a parte que compete ao Dnit, de entregar a estrutura de aduana, isso está garantido?
Fábio – Sim, a parte de construção sim. Depois disso entregaremos para a Receita Federal, que vai ter o condomínio. Mas não vai ser só ela lá não, terá a Polícia Federal, a Anvisa, Ministério da Agricultura e a Polícia Rodoviária Federal.

Diário – Sobre as obras de duplicação da BR 210, no perímetro urbano de Macapá, muita tente se pergunta sobre o recuo que algumas propriedades terão que passar para dar lugar ao leito da nova pista. Como isso está sendo resolvido?
Fábio – As rodovias federais têm o que se chama de faixa de domínio. São 40 metros do eixo central para o lado esquerdo e 40 metros para o lado direito. E mais 15 metros que a gente reserva para não ser edificado, ou seja, a pessoa continua tendo a propriedade, mas se for necessário duplicar ou fazer qualquer obra nesses 15 metros a gente indeniza para ser utilizado.

Diário – E sobre os atoleiros verificados na BR-156 no trecho sem pavimentação até Oiapoque, alguma solução à vista?
Fábio – É, esse ano nós tivemos um inverno bastante rigoroso aqui no Estado, mas estamos na fase que chamamos de elevação de greide onde aconteceram aqueles atoleiros, para depois fazermos a conformação do trecho, que acredito ser possível até o final de setembro ou princípio de outubro, com aqueles dois trechos, o lote 2 e o lote 3 estarem em perfeitas condições de tráfego. Aí a gente vai poder sair de Macapá de manhã e antes do anoitecer já estar no Oiapoque.

Diário – O empresário Edevaldo Xavier, que corta esse estado de ponta a ponta de jipe diz que quando a estrada está boa dá para sair de manhã bem cedo e almoçar no Oiapoque...
Fábio – Então isso vai acontecer... Eu me comprometo com ele! [risos]

Diário – Quem passa no trecho de terra observa algumas estruturas de concreto que seriam as novas pontes cuja construção era feita no inverno, quando não dá para fazer terraplenagem. Essas estruturas, chamadas obras de arte, ainda serão aproveitadas?
Fábio – Esses dois trechos sem pavimentação, os lotes 2 e 3, principalmente o lote 3, tinham condicionantes para a execução da obra, que era a construção das aldeias. Mas essas obras já foram licitadas agora dia 13, então nessa questão das aldeias já conseguimos resolver. Os anteprojetos dos dois trechos estão em fase final para a gente poder licitar, dentro do RDC Integrado, então acredito que até o final do ano estaremos licitando essas duas obras. Mas com relação às pontes, todas serão aproveitadas sim.

Diário – Quanto falta ainda ser asfaltado para se chegar ao Oiapoque?
Fábio – Faltam 106 quilômetros. Eu acredito que até 2016 esses dois lotes estarão prontos, pois no período chuvoso a gente só pode fazer as obras de arte, que é a construção de pontes, bueiros.

Diário – O trecho mais antigo já pavimentado, de Macapá até a ponte do Rio Tracajatuba, foi contemplado com um contrato de manutenção, é verdade?
Fábio – A gente está restaurando todo esse trecho que deverá estar pronto até outubro deste ano, pois faltam apenas 20 quilômetros, que agora no verão já retomamos e 5 quilômetros já ficaram prontos.

Perfil...


Entrevistado. Fábio Vilarinho tem 55 anos de idade, nasceu na cidade de Ituiutaba, no interior do Estado de Minas Gerais. É divorciado e pai de três filhos. Iniciou a atividade profissional após se formar no Curso de Técnico Agrícola, pela Escola Técnica Federal de Uberlândia. Trabalhou na Codemin (hoje pertencente à poderosa Anglo American) até ser aprovado em concurso público para o Banco do Brasil. Como bancário, onde fez carreira, atuou nos estados de Goiás, Tocantins, Amapá, Ceará e retornou ao Amapá. Em setembro de 2013 assumiu o cargo de superintendente para o Amapá do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), onde já atuava como assessor. É formado em Administração de Empresas e realiza um trabalho de vanguarda estruturando o órgão no Estado.

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