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domingo, 1 de setembro de 2013

Detento diz que confronto já havia sido anunciado anteriormete

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A diretoria do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) afirmou que o confronto ocorreu em função de uma disputa entre facções criminosas que buscam o comando do pavilhão onde ficam os presos considerados de maior periculosidade.

Uma das principais causas desse confronto seria o tráfico de drogas dentro da cadeia. “Existem grupos organizados em todos os pavilhões. Eles travam essas batalhas para ver ao final quem fica com o comando do pavilhão. Isso ocorre em todas as penitenciárias. Estamos levantando os prejuízos do ocorrido”, disse o delegado Nixon Kennedy, diretor do presídio.

A reportagem do Diário do Amapá conseguiu uma entrevista exclusiva com um interno do presídio, que se identificou como “Pedroca”. Segundo o interno, que está preso há dez anos, a direção do presídio sabia que o confronto iria ocorrer.

“Eles sabiam que esse negócio ia rolar. Eles sabiam que quando trouxessem os ‘camaradas’ que chegaram às 5 horas da tarde de quinta-feira o negócio ia ferver. Porque esses caras que chegaram iam ser jogados lá com os outros que são de bronca. Todo mundo na cadeia sabia que isso aconteceria hoje de manhã ou ontem à noite, como ocorreu”, revelou o interno.

O interno ainda fez graves denúncias, inclusive afirmando que as armas e drogas que entram no presídio são fornecidos por agentes públicos. “Todo mundo sabe que nossos parentes passam por revista minuciosa lá na frente, tá entendendo? Esses ‘ferros’ que entram aqui são negociados com alguns agentes aí. Todo mundo sabe disso, mas ninguém lá de cima admite. É assim que funciona a parada, mano”, concluiu.

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