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terça-feira, 10 de julho de 2012

Reviravolta: dirigente da Cootran alega ter sido coagido

O caso do afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, deputado Moisés Souza (PSC) registrou ontem um ponto a favor dele. Nessa intensa briga com a procuradora-geral do Ministério Público Estadual, Ivana Cei, pode-se comparar a um jogo de xadrez, com os dois lados registrando vitórias e derrotas na Justiça. O último fato foi registrado nesta terça-feira e pode significar uma reviravolta no caso a favor de Souza, pois a peça-chave da denúncia do MP contra ele alega que as provas podem ter sido forjadas. 
Trata-se do presidente da  Cooperativa de Transporte de Veículos Leves e Pesados – Cootran,  Sinésio Leal da Silva, que protocolou ontem em um Cartório Oficial, uma Escritura Pública em que alega ter sido coagido a acusar um suposto contrato irregular de prestação de serviços entre a Cootran e a AL. Ele acusa um delegado de polícia e um promotor de justiça de o terem obrigado a assinar um Termo de Compromisso  de Colaboração Premiada, a mais conhecida como "Delação Premiada". No documento, ele narra que "caso não concordasse eles iriam pedir sua prisão preventiva". Sinésio diz que durante sua presença no Núcleo de Inteligência da Polícia Civil (NOI), tanto o promotor como o delegado repetiam várias vezes que ele poderia ir para a Penitenciária para cumprir 14 anos de prisão.
A íntegra das declarações de Sinésio estão postadas a seguir, bem como uma suposta ligação telefônica feita pelo promotor para o celular do denunciante, que gravou o diálogo e a degravação foi disponibilizada para a Justiça.
Fac simile da suposta conversa do promotor de Justiça com a testemunha
Reprodução da Escritura Pública que Sinésio Leal protocolou ontem em cartório de Macapá

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