Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura, política e empreendedorismo.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O “inferno astral” de Odilon Filho

Há exatos 36 anos no Amapá, o cearense Francisco Odilon Filho, pai de três filhos, esposo da prefeita de Calçoene Maria Lucimar Lima, empresário com atuação em vários setores, como alimentação industrial, pescado, equipamentos hospitalares, hoteleiro e dono do maior estabelecimento de shows do estado, a Choperia da Lagoa,. Odilon vive o seu “inferno astral”. Durante mais de três décadas fornecia alimentação ao complexo penitenciário e hospitais, além de manutenção de equipamentos hospitalares e ate construção civil, hoje vive de ”Pôncio a Pilatos”, rumo ao calvário” como ele mesmo define. Do governo anterior levou um “calote” em mais de 22 milhões de reais. Do atual governo, de quem foi aliado político nas ultimas eleições, embora tenha ligações com o PMDB, vem saboreando o amargor do desdém e descaso irrestritos.

Envolvido na Operação Mãos Limpas, que o encarcerou por uma semana na Papuda, em Brasília, junto a outras autoridades amapaenses, mesmo sem provas convincentes. O empresário sofre o efeito de um “cão sarnento” de onde todos querem distância.Com graves problemas cardíacos acredita que com todo o abalo que vem sofrendo ultimamente seus dias na terra serão reduzidos. Os dias negros e noites sombrias de Odilon parecem que não querem chegar ao fim. Sem receber um tostão pelo que comprovadamente ofereceu ao poder publico, dividas de fornecedores se acumulam junto às trabalhistas. Para acelerar ainda mais o caminho “rumo ao calvário” foi despejado do Trapiche Eliezer Levi onde investiu seu capital, e também recebeu voz de prisão, do diretor do IAPEN por cobra-lo em um programa de rádio. Na seqüência de desgraças foi obrigado a reformar e construir uma nova cozinha industrial na penitenciaria e ao entregá-la foi também expulso do serviço e substituíram por uma empresa da Bahia. Além das dividas gigantescas e dos dois meses sem conseguir pagar seus numerosos funcionários, já que quem o deve não paga. O empresário teve seu empreendimento em Calçoene invadido pela Policia Militar da forma mais vil e sanguinária possível onde seus funcionários foram presos e espancados. Na tarde de sexta-feira o empresário falou com jornalistas e emocionado relatou toda a situação a qual vem passando, “Quem não me conhece não acredita no que estou passando, quem não me conhece pensa que todo esse drama financeiro estou inventando, quem não sabe o que é ter quase quinhentos funcionários e uma folha de pagamentos e tributos exagerados não sabe o que passo. Estão querendo me destruir financeiramente, nunca passei ou imaginei passar o que estou passando” disse em lagrimas o empresário. Segundo ele muitos políticos que apoiou se quer atendem a um telefonema ou se compadecem diante da visível perseguição a qual esta passando. “O que é tríste e a discriminação que venho sofrendo pelo fato de ter sido preso na operação mãos limpas, tem secretários de governo que procuro para tentar dialogar sobre meus pagamentos, me deixam das 7 da manhã ate uma da tarde, isso de segunda a sexta-feira, daí ele sai por traz e não me recebe alegando que não podem me receber por que fui envolvido na operação da policia federal e temem que alguém filme de um celular eles me recebendo em audiência” desabafou. Ele denuncia que sofre preconceito e que muitas dessas autoridades o renegam dizendo “Não posso ficar de recebendo aqui na minha secretaria Odilon, você foi preso envolvido na operação mãos limpas, se eu te recebo o que vão falar sobre mim? E se alguém filma vão usar politicamente a tua imagem contra mim, e a policia pode pensar que tenho algum acerto contigo” denunciou. Agora se depara diante de um novo momento sinistro, o de ter que pagar uma multa a Sema de mais de dois milhões de reais. “O que me revolta são as calunias, na minha empresa disseram que minhas licenças estavam vencidas e é mentira todas estão em dia, o que pretendem é me destruir e estão conseguindo. “A Cruz esta muito pesada” mais vou resistir a todo esse tormento,essa perseguição mesmo que minha frágil saúde não agüente,vou lutar e que Deus possa me dar força suficiente e mais alguns anos de vida” declarou emocionado o empresário. Em Calçoene o frigofico Calçomar que emprega cerca de 300 funcionários foi fechado pela Promotoria. “Sinto a Cruz que carrego bastante pesada”. Pra fechar a tampa na tarde de ontem Odilon sofreu um novo despejo judicial para desocupar um terreno que usava como estacionamento, e o imóvel pertencia a um ex-deputado federal a qual sempre apoiou em todos os sentidos.

Por: Cintia Anunciação Cambraia (estudante de jornalismo)

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