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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Coluna Argumentos, quinta, 14.12.12



Felicidade
Dizendo-se realizado, o senador José Sarney (PMDB-AP) fez um longo discurso ontem na festa de lançamento da obra de construção da hidrelétrica Santo Antônio do Jari. “Não posso ser breve”, resumiu ele, antes de iniciar sua fala. Depois fez um relato histórico a respeito da luta que travou para consolidar a geração de energia para o Jari.

Um mico

Por falar em energia, uma tremenda saia justa marcou a cerimônia na Câmara Municipal. De executivo português ao governador, políticos e autoridades do Jari passaram o maior sufoco com um apagão bem na hora do evento. O presidente do Grupo Orsa, Sérgio Amoroso, resignado, disse: “Isso prova que a hidrelétrica é mesmo necessária”.

Surpreendeu

Por falar em resignação, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB) foi diplomático e cortez com o senador José Sarney (PMDB-AP), considerado adversário pelo clã Capiberibe. “Tenho que admitir que o presidente Sarney teve uma atuação extremamente importante para que essa hidrelétrica saísse do papel”, disse ele.




A pés
A convite do senador José Sarney (PMDB-AP), as autoridades que compareceram ontem ao evento de lançamento da obra da Hidrelétrica de Santo Antônio do Jari percorreram a pé algumas ruas e avenidas de Laranjal do Jari, sob forte sol e com poeira nos olhos. Era no trajeto entre a Câmara Municipal e o escritório da empresa EDP inaugurado para atendimento da população durante a execução da obra.

Estratégias

Ainda a respeito de Camilo, o jovem governador ainda protagonizou três fatos a se destacar: a atitude cordial e conciliadora caiu bem junto aos espectadores; aproveitou a visibilidade do evento para lançar uma espécie de polícia pacificadora e outras obras no Jari; em tom de apelo, chamou a atenção para o problema da CEA, defendendo a união de esforços para a federalização. .

Sensibilizado

O português Antônio Pita de Abreu, presidente do poderoso Grupo EDP, que comanda consórcios e hidrelétricas pelo Brasil e diversos países do mundo, demonstrou sensibilidade ao quadro de carência que os moradores de Laranjal do Jari enfrentam. Claro que hoje em dia as legislações exigem a tal responsabilidade social por parte das empresas, mas ele proporcionar mais.

Uma dama

A prefeita de Laranjal do Jari, Euricélia Cardoso (PP), também roubou a cena ontem. A bordo de um vestido longo mas com decote generoso, foi alvo de olhares e até galanteios. Mas o que ficou patente foi sua determinação em mudar a história do Jari, marcada por enchentes, incêndios e desmandos administrativos de seus prefeitos. Ainda é tempo, claro, prefeita..

Mídia

Outra coisa que chamou a atenção em Laranjal do Jari, foi o grande número de jornalistas em atividade na cidade. Mesmo com a presença de profissionais de Macapá deslocados para cobrir os eventos, a imprensa jarilense é atuante, com direito a transmissão em emissoras de rádio do lugar e jornais. Isso garantiu a mobilização da população, visivelmente satisfeita com novidades.

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