Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura, política e empreendedorismo.


terça-feira, 31 de maio de 2011






Indicativo
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou ontem (30), que é contra a anistia a proprietários rurais que plantaram ou fizeram pastos em áreas de preservação permanente (APPs), um dos pontos polêmicos na discussão sobre a reforma do Código Florestal, que foi aprovada pela Câmara na semana passada e que vai a votação no Senado.

Reflexões
Um dos religiosos da Igreja São Benedito, padre Daniel, que foi vítima de assalto e sequestro na semana passada, celebrou missa no domingo e decidiu dividir com os paroquianos seu drama. “A violência e o mau nos mostram que a igreja deve intensificar o trabalho de evangelização”, disse, durante a pregação. “A insegurança não deve inibir a oração”, concluiu.

Não pára
Por falar em violência, a onda de assaltos continua em Macapá. Depois de bancos nacionais e até internacionais, os larápios estão “recorrendo” a instituições regionais, como o Banco da Amazônia, que teve uma agência roubada ontem, de onde foram levados R$ 50 mil. Vão acabar migrando para lotéricas e mercantis.

Representativiade
As mulheres peemedebistas de todo o país estiveram em Brasília, participando da Convenção Nacional do PMDB Mulher, no sábado. Na ocasião elegeram a nova Executiva do PMDB Mulher, com a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) aclamada como a nova presidente. As mulheres do PMDB tem lutado para garantir o seu espaço nas decisões do país.

De olho
A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, da Câmara dos Deputados, vai ouvir amanhã o ministro da Integração Regional, Fernando Bezerra Coelho, sobre as estratégias de desenvolvimento para a região amazônica. Também foi convidado o superintendente da Sudam, Djalma Bezerra de Mello. Eis uma excelente oportunidade para nossos representantes ouvirem e perguntarem.

Explicações
O ministro da Educação, Fernando Haddad, deve participar de audiência pública hoje, às 10h, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, quando serão debatidas polêmicas que envolveram o órgão nos últimos dias, como o conteúdo de livros didáticos. O ministro confirmou presença à comissão. Os ministro não se mandam, sabia?

Passou a limpo
A nova incursão da Polícia Federal no Amapá, como parte da Operação Mãos Limpas serviu para desfazer um tabu sobre suposta influência de grupos políticos locais nas primeiras edições das ações. A ampliação das investigações alcançou a novas facções políticas. Niguém está imune à lei, claro, claro.

Pauta da saúde
A Frente Parlamentar em Defesa da Saúde esteve reunida ontem para discutir algumas pautas dos profissionais da área, como piso salarial para médicos e dentistas; redução da jornada de trabalho dos enfermeiros; e a regulação da Emenda Constitucional nº 29, que permite que os recursos aplicados nas ações e serviços de saúde não sofram desvio de finalidade. O deputado federal (e médico) Bala Rocha (PDT) defende a causa.

Sem crise
Ao ser questionado pela imprensa ontem ao chegar ao Senado Federal sobre possíveis desentendimentos do vice-presidente da República, Michel Temer, com o ministro Antonio Palocci, chefe da Casa Civil, na semana passada, o senador José Sarney (PMDB-AP) salientou que a democracia é “um regime de conflitos” e que não há racha no governo. - A aliança do PT com o PMDB é uma aliança sólida - assinalou o parlamentar.

“Num país em expansão econômica energia é vital”

Um dos mais conceituados empresários do país, o paulista Paulo Godoy, demonstrou também ser um bom anfitrião, pois durante a semana ele recebeu no canteiro de obras da futura usina hidrelétrica que constrói em Ferreira Gomes diversas autoridades do Amapá, entre elas o governador e os prefeitos dos municípios da região do Rio Araguari. Foi em pleno ambiente de trabalho que ele recebeu o Diário do Amapá para esta entrevista. O executivo mostrou-se bastante otimista com o desenvolvimento econômico do Amapá, um estado que ele diz ter vindo para ficar, pois espera ter novas oportunidades que essa de construir uma hidrelétrica que deverá geral mais de 2 mil empregos diretos até o final do ano. Ele também fala da pujança do mercado da energia elétrica, que nem bem inicia a obra da usina já tem a futura produção comprada em um leilão. Acompanhe os principais trechos da entrevista concedida ao jornalista Cleber Barbosa.

Diário do Amapá - Doutor Paulo, receber no canteiro de obras o governador do Estado e os prefeitos dos municípios que compreendem a área de abrangência do projeto dessa nova hidrelétrica representam o que?
Paulo Godoy - Para nós é motivo de satisfação, pois estamos participando do que nós entendemos que vai ser uma revolução econômica e social no Estado do Amapá, que é o fato de poder se livrar de energia cara, não renovável, poluidora. Nós estamos envolvidos com essa oferta de energia limpa, renovável, com um empreendimento de porte aqui em nossa Ferreira Gomes Energia.
Diário - Qual deverá ser a produção dessa nova usina hidrelétrica depois que ela estiver em pleno funcionamento?
Paulo - Nós iremos produzir um volume de energia que é suficiente para abastecer o Estado e, mais do que isso, vai dar oportunidade para que o Estado se desenvolva, que venham outros negócios para cá, além de toda a movimentação econômica da própria obra, com o contingente de pessoas que estarão aqui e outros negócios que estarão envolvidos.
Diário - Como assim, fale um pouco mais sobre esses outros negócios?
Paulo - O fato de que nós vamos estar aqui permanentemente, nós viemos para cá para ficar, pois temos um contrato de concessão de trinta anos, portanto não somos uma empresa que viemos aqui para construir um empreendimento e sair do Estado. Nós vamos fazer parte do Estado, fazer parte da comunidade empresarial, com todas as responsabilidades que envolvem essa nossa presença aqui.
Diário - Mas voltando à visita dessa comitiva de autoridades do Amapá ao canteiro de obras ela tem que valor para o início do projeto?
Paulo - Foi uma data marcante para nós, tanto que vieram aqui o governador, os secretários e os prefeitos envolvidos, porque hoje nós conseguimos dar um início promissor para nós tentarmos antecipar o prazo, que foi a partir dessas obras que fizemos aqui, podemos desviar o rio para ele manter o curso normal e permitir que possamos trabalhar numa área para adiantar o cronograma, esse é o nosso objetivo.
Diário - Nessa fase da obra quantas pessoas estão empregadas direta ou indiretamente na obra?
Paulo - Nós ainda estamos no começo, então hoje nós devemos ter em torno de uma trezentas pessoas, mas nós estimamos que até o final do ano nós vamos ter mais de duas mil pessoas aqui diretamente envolvidas com o empreendimento.
Diário - Essas providências para acelerar a construção da usina projetam que os trabalhos sejam concluídos até quando então?
Paulo - Nós esperamos estar em 2013 não sabemos exatamente em que mês, mas no segundo semestre de 2013 nós esperamos estar gerando energia no estado do Amapá e antecipando o cronograma que é dezembro de 2015.
Diário - A gente sabe que os técnicos da sua empresa possuem todo o know-how para tocar uma obra dessa envergadura, mas o fato de estarem na Amazônia e em um estado com o índice pluviométrico que tem o Amapá dá que tipo de contribuição profissional?
Paulo - É mais um desafio. E nós que vivemos de fazer empreendimentos, quando se constrói uma usina como essa em termos empresariais é como se parir um filho, pois você tem que dar todo o carinho e atenção para depois ver o empreendimento funcionando. Mas é claro que aqui você tem desafios adicionais.
Diário - E quais seriam esses desafios adicionais, presidente?
Paulo - O problema de logística, especialmente. O fato de não se ter essa conexão terrestre, então são equipamentos pesados que vêm para cá, a mão de obra, aliás, nós vamos montar e inaugurar proximamente um centro de treinamento e convidamos toda a comunidade dos municípios vizinhos de Ferreira Gomes, aqueles que tiverem vontade de se aperfeiçoar, nós vamos oferecer cursos de carpintaria, de eletricidade, construção civil, enfim, todas as especialidades que envolvam a obra e a montagem para aproveitar o máximo possível da mão de obra local, esse é o nosso objetivo.
Diário - Esse é um plus, digamos assim, para todo esse investimento na obra, não é mesmo?
Paulo - Este é um subproduto para a região, digamos assim, que é você profissionalizar um contingente importante de pessoas aqui, então por isso que nós achamos que é um empreendimento do Estado para o bem do Estado, por isso nós precisamos juntar esforços para ter muito mais gente remando a favor do que gente remando contra.
Diário - O fato de vocês estarem ainda iniciando a construção da hidrelétrica e a futura produção dessa usina já ter sido leiloada demonstra o quão dinâmico é o mercado da energia elétrica não é?
Paulo - É, o mercado não pára. Num país em expansão econômica energia é vital. Nós estamos num segmento que ainda vai demandar muito investimento, então tem muitas expectativas e nós esperamos inclusive no Estado do Amapá participar de outras oportunidades que aqui vão se desenvolver, então eu acho que vai se desenvolver, vai trazer um novo horizonte para o desenvolvimento do Estado.
Diário - Além dessa iniciativa de criar um centro de treinamento para ajudar na qualificação de mão de obra local a política de contrapartidas sociais da sua empresa vai mais além?
Paulo - Vai muito mais além disso. Nós temos diversos programas, que passam por questões sociais, que passam por questões culturais, programas de apoio à cultura, de apoio ao esporte, para profissionalização, meio ambiente e todas essas problemáticas e que nós temos diversos programas que a empresa já tem um determinado padrão que aqui nós estamos aperfeiçoando, pois com a diversidade que temos aqui é muito rica e nós precisamos até ser mais cuidadosos aqui do que em outros locais que nós temos atuado.
Diário - São grandes notícias que vem a reboque desse empreendimento, o que dizer então ao cidadão amapaense nessa chegada do grupo Alupar do Amapá?
Paulo - Eu é que agradeço a oportunidade e para o cidadão amapaense fica o convite para que conheça o empreendimento. Para aqueles que possam estar interessados em trabalhar, em fornecer, nós estaremos dispostos a oferecer serviços e uma série de coisas. Estaremos aqui com uma equipe grande e preparada para acolher. Como eu disse, cria uma nova perspectiva, um estado rico, de potencial natural enorme e que necessita de infraestrutura. Agora vem a energia, mas ainda é preciso estradas, é preciso tomar conta da educação, da saúde, enfim tem muita coisa a ser feita aqui no Estado, que é um Estado novo, com poucos anos de vida, então eu acho que a perspectiva para o Amapá e os cidadãos daqui é positiva.

Perfil do entrevistado

O executivo Paulo Roberto de Godoy Pereira nasceu em Marília (SP), em 10 de julho de 1954. Graduado em administração de empresas pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1976. Atual presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, entidade cuja missão principal é o desenvolvimento do mercado brasileiro de infraestrutura e indústrias de base. Diretor Presidente e membro do Conselho de Administração da Alupar Investimento S.A., holding de infraestrutura, com atuação preponderante nos segmentos de transmissão e geração de energia elétrica e que acaba de iniciar arrojado projeto de construção de uma usina hidrelétrica no Amapá, denominada Ferreira Gomes Energia.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Passe o dia das mães no Ceta

Coluna Argumentos desta quinta-feira






Incentivos

A deputada federal, Fátima Pelaes (PMDB-AP), titular da Comissão de Desenvolvimento Econômico, emitiu parecer favorável ao projeto que inclui o município de Oiapoque na Área de Livre Comércio, a exemplo das cidades de Macapá e Santana. O projeto é de autoria do deputado Bala Rocha (PDT-AP) e será um incremento à cooperação.

Boa medida

Os jornalistas que cobrem as sessões plenárias da Assembléia Legislativa do Amapá não precisam mais disputar os enormes blocos de papel com a pauta dos trabalhos legislativos. É que a Secretaria já disponibiliza através da Assessoria de Imprensa, o envio digitalizado do documento por e-mail. De quebra, presidente Moisés economiza com papel.

Estilo La Roque

Com voz de cantor romântico que acorda cedo após show da madrugada e com estilo todo próprio no figurino, que inclui o uso de blazer de tecido brilhante, o secretário estadual dos Transportes, Sérgio La Roque, roubou a cena em Brasília, ontem. Destoando o chefe, o governador Camilo, que sempre é sóbrio.

Em Brasília

Na data em que se comemora o Dia Internacional das Parteiras, hoje, acontecem eventos que lembram as parteiras em várias cidades do Brasil e do Mundo. Uma das Marchas acontece em Brasília, com parteiras de todo o paísm, entre elas dezesseis parteiras tradicionais viajaram do Amapá para participar da Marcha na Capital Federal. Querem apoio.

DEBUROCRATIZAR - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, acertaram trabalhar em conjunto para agilizar a liberação de recursos de convênios firmados pela União com estados e municípios, constantes no Orçamento Federal, de forma a desburocratizar o repasse dos chamados “restos a pagar” do governo.

Era diabinho

Uma cacique de uma das aldeias localizadas às margens da BR-156 disse certa vez ter recebido a visita de “gente da oposição” ao então governador Waldez Góes. Segundo a indígena, esses militantes mais aloprados teriam dito que a ordem do governo era construir muros bem altos em volta das aldeias para quando o asfalto passasse por lá. Agora, que o PSB é governo, eles devem voltar lá e explicar como são as compensações de verdade.

Realidade

Ainda sobre o assunto do asfalto passando em reservas indígenas, o próprio governador Camilo Capiberibe (PSB) foi a Brasília e tratou da retomada das obras no trecho norte da BR-156. No Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o governador ouviu do diretor Luiz Antônio Pagot, que entre as medidas compensatórias está previsto realocar nove aldeias. A notícia será dada a um conselho dos caciques.

Elogio de Borges

O senador Geovani Borges (PMDB-AP) parabenizou a Se-cretaria de Turismo do Amapá pelo lançamento de campanha de combate aos crimes de exploração sexual e tráfico humano contra crianças e adolescentes. Intitulada “Enfrentando a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e o Tráfico Humano”, a campanha deve implantar um programa de ações integradas e referenciais em sete municípios de maior vulnerabilidade.

Promessa

O deputado federal Bala Rocha (PDT-AP) participou de uma reunião de lideranças partidárias com ministro das Relações Institucionais, Luis Sérgio, a respeito de repercussão negativa no Congresso Nacional sobre o decreto da presidente Dilma sobre as emendas parlamentares ainda não executadas. Parlamentares querem mais prazo e o ministro prometeu “interceder”.

Debatendo alternativas

O Sebrae promove Workshop de Mercado, dia 11 de maio, no auditório da Faculdade Estácio do Amapá (Famap), das 8 às 12 horas e das 14h às 18h. O workshop é destinado aos colaboradores com o objetivo de oferecer conhecimentos sobre as ferramentas de marketing e a formulação de estratégias para desenvolvimento de novos produtos.

Fazendo acontecer

Comunidades quilombolas das regiões da Pedreira, Maruanum, Pirativa, Rio Ma-tapi e Maracá, dos municípios de Macapá, Santana e Mazagão querem mostrar que mesmo recebendo alimentos do programa Fome Zero, estão em busca de alternativas econômicas. No sábado, com a I Feira de Exposição Rural Quilombola pretendem mostrar do que são capazes.

Estagnou

O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, afirmou, após encontro com o senador José Sarney (PMDB-AP), que a alta da inflação ainda não repercutiu nos financiamentos para aquisição de casa própria da Caixa, especialmente os dirigidos à população de baixa renda, como o programa Minha Casa, Minha Vida. Para o presidente da Caixa, os índices de financiamentos permanecem praticamente iguais aos registrados no mesmo período de 2010.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Notas de Domingo

Desfalque

O deputado federal Bala Rocha (PDT/AP) planeja ingressar com um Projeto de Decreto Legislativo, no Congresso Nacional, para suspender os efeitos do decreto da presidente Dilma cortando Emendas Parlamentares não executadas desde 2007. Para o Amapá, pode significar R$ 200 mi-lhões. “O Amapá não pode perder valor tão grande”, diz.

Virou pauta

Depois de participar da audiência pública que discutiu o setor pesqueiro no Amapá, o deputado Charles Marques (PSDC) ouviu dos pescadores pedido para a criação do Conselho Gestor da Pesca, com a finalidade de discutir e colocar em prática políticas públicas para o desenvolvimento do setor no Estado. O requerimento foi aprovado ontem.

É vírus

Se você receber um e-mail oferecendo um vídeo proibido do momento da execução de Osama, nem tente abrir, pois trata-se de um fake. É falso mesmo. Aliás, ontem è noite os EUA confirmaram possuir sim imagens do corpo de Bin Laden, mas ainda avaliam se devem ou não divulgar as fotos. Toda prova é válida.

(In) Segurança

O deputado Agnaldo Balieiro(PSB) propôs ontem a criação da Frente Parlamentar Por um Amapá mais Seguro. Ela irá propor, analisar, desenvolver estudos e viabilizar iniciativas dos poderes Executivo e Legislativo que visem uma gestão mais eficaz e capacitada, das ações e recursos, com planos de metas que garantam mais segurança ao povo. Agora vai.

CANDIDATURA – O Partido Popular Socialista, o PPS, pretende disputar a Prefeitura de Macapá com candidato próprio nas eleições municipais de 2012. O anúncio foi feito no final desta semana pelos deputados estaduais Valdeco Vieira e Jaci Amanajás, que se reuniram em Brasília (foto) com o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR). Legenda, em ascenção, tem todo o direito, claro.

Vítima de si

Os jornalistas que cobrem o Senado arrancaram um comentário do pre-sidente Sarney (PMDB-AP) sobre a morte de Bin Laden. “Este é o fim que ele perseguiu em sua vida que era de realmente chegar a esta morte. Um homem que fez tanto mal a humanidade e dedicou sua vida ao terror, matando tantos inocentes, com toda uma vida destinada a violência, acabou vítima da própria violência. Estão prevendo uma nova onda de terror”, disse ele.

Deferência

Por falar em Sarney, que retornou a Macapá no final de semana e foi só elogios ao encontro que teve com o presidente do Senado Federal foi o presidente da Assembléia Legislativa do Amapá, deputado Moisés Souza (PSC). Entre tantas observações feitas por ele, destaque para o fato de que enquanto um grupo de políticos do Amapá debatias as questões internas que carecem da ajuda de Sarney, três ministros de Estado aguardavam lá fora.

Jornalismo

O colunista observou atentamente a cobertura dada pelas emissoras de televisão do Brasil na noite de domingo (1) sobre o assassinato do terrorista Osama Bin Laden. Das tv’s abertas ninguém se arriscou a dar a notícia que os canais a cabo anunciavam com a velha expressão “teria”, que tira um pouco o peso de uma barrigada. Mas bastou o presidente Obama realizar o pronunciamento para que Globo e Record escancarassem.

Reflexões

Agora, para fechar essa história do finado Laden, duas observações são inevitáveis. A primeira diz respeito a dúvida que paira no ar pela falta do corpo. Nem uma filmagem feita por um soldado americano, que adoram filmar civis torturados? Também não podemos deixar de dizer que tudo bem o cara é o cão em forma de gente, mas a festa nos EUA paracia conquista de Copa.

Brasil e França

Sob a presidência do de-putado Paulo José (PR), aconteceu ontem reunião da Comissão de Relações Exteriores da AL, para traçar metas de ações para este ano. Os integrantes são Charles Marques (PSDC), Manoel Brasil (PRTB), Roseli Matos(DEM) e Sandra Ohana (PP). Definiram trabalho na preparação da entrega da ponte binacional em Oiapoque.

Política de fronteira

Ainda sobre o trabalho que precisa ser feito pelos parlamentares amapaenses em se tratando de política de fronteira, os parlamentares irão a Caiena na próxima segunda-feira e até maio pretendem conhecer as rotinas do convívio fronteiriço do Brasil com a Venezuela, Paraguai e com o Uruguai. Tem muita coisa a ser ajustada até o funcionamento regular da ponte.

Quer asfalto

Depois de ter aprovado vários Requerimentos pela Assembléia Legislativa (AL) de sua autoria pedindo asfaltamento das ruas das cidades amapaenses, o deputado estadual Isaac Alcolumbre (DEM) reagiu ao serviço tapa-buraco. “A população reclama com razão quanto a atual situação das ruas e avenidas da nossa Capital. Nosso dever é cobrar para que o trabalho seja feito de forma completa e não apenas parcial”, disse o deputado.

"Algumas pessoas vulgarizaram o que é autoajuda"

GENI FROTA - A pedagoga que virou “show-woman” e uma talentosa “coach”

Entre as diversas profissões da modernidade, está uma de nome diferente, a o "Coach", que seria uma espécie de treinador em tempo integral, pois atua no assessoramento desde famílias em busca de uma aptidão profissional para um filho adolescente, até autos executivos de grandes corporações, com pro-blemas de relacionamento, de liderança ou até para esquecer uma desilusão amorosa. No Amapá existem alguns profissio-nais fazendo a direfença na vida de muita gente, como a Coach de Vida Geni Frota, uma pedagoga formada pela Universidade Federal do Amapá e que atualmente é uma verdadeira "show woman" em palestras motivacionais ou na discrição do traba-lho de coach, pois muita gente não fala abertamente que contrata os serviços desse tipo de profissional. O Diário do Amapá entrevistou Geni Frota que falou mais sobre esse ofício.


"Hoje a nossa estrutura educacional não ajuda essa criança e digo criança porque ele sofre mesmo. Tem uma turma que já caiu na minha mão que diz sofrer porque está num vazio"


Diário do Amapá - A função de Coach é tida como uma das modernas profissões. Para que você explique melhor o que ela representa podemos começar pela tradução, vem de treinador mesmo?


Geni Frota - É isso mesmo, é um treinador. Ocorre é que quando o Coach veio para o Brasil não se encontrou uma palavra adequada para fazer a tradução, inclusive até hoje os termos de coach quando a gente trabalha o protocolo puro eles ainda são carentes de uma tradução que remeta realmente ao que de fato você está fazendo.


Diário - E como surgiu essa função tão valiosa do Coach?


Geni - Ele surgiu dentro do contexto esportivo americano, portanto é uma profissão oriunda dos Estados Unidos, iniciada dentro do processo do desenvolvimento dos atletas pelos coach's ame-ricanos, daí a permanência da palavra.


Diário - Você tem muita ligação com o empreendedorismo, atuando como palestrante e tudo o mais, mas em que áreas o profissional coach pode atuar?


Geni - É bem amplo, ele ser um coach de vida, pode ser um coach de equipes, pode trabalhar com coach executivo, mas o coach de vida e o coach executivo são os mais utilizados. O coach executivo é aquele que trabalha para uma empresa desenvolvendo pessoas dentro dessa empresa, então quem nos contrata é a empresa, por exemplo, identificando um potencial entre os colaboradores para ser um gerente, ter uma excelente liderança. Já o coach de vida, que é o que eu trabalho, é minha praia, o que eu gosto, é o trabalho feito diretamente com uma pessoa que me contrata.


Diário - E com qual objetivo acontece essa busca por auxílio, ou treinamento?


Geni - Pelos mais diferentes objetivos que se possa imaginar. O coach de vida trabalha com objetivos pessoais, já o coach executivo trabalha com objetivos profissionais.


Diário - Como se dá o processo para uma pessoa, um executivo, por exemplo, para que admita ter uma determinada fragilidade em uma área que não está bem desenvolvida daí julgar necessário contratar um coach?


Geni - Primeiro se ele está em inferioridade dentro de uma empresa e aí a empresa acena para ele através de um feedback ou de uma avaliação de competência, quando ele recebe da empresa uma avaliação do tipo "olha meu amigo você precisa melhorar o teu relacionamento com teus subordinados" ou a sua visão de planejamento, ou coisa parecida. Outra situação PE quando a própria pessoa decide, por algum insight, porque alguém falou para ele ou chegou a um limiar de sua vida, ele detecta que tem algo que precisa trabalhar. Eu já vi casos em que a pessoa sabia que precisava me-lhorar, mas não sabia precisamente aonde.


Diário - Interessante, tem que haver um objetivo então?


Geni - Bem, você precisa ter um objetivo, mas nós também chegamos a ser procurados porque a pessoa não tem um objetivo. No filme "Hitch - Conselheiro Amoroso", o ator Wiil Smith interpreta um coach que ajuda as pessoas em suas conquistas amorosas. Eu já fui contratada para o inverso, ou seja, tive dois clientes que me contrataram para esquecer outra pessoa após saírem de um relacionamento. Graças a Deus os dois estão muito bem obrigado... (risos).


Diário - Existe diferença entre uma palestra motivacional e a autoajuda?


Geni - Na verdade não, são a mesma coisa, pois motivar nada mais é do que você encontrar um motivo para agir. Numa palestra eu posso dar um insight, sugestões, algumas coisas que lhe façam pensar que o que você tem pode ser muito produtivo, como aquele guri que está em casa com um sorriso lindo te esperando é um motivo para que você possa trabalhar melhor. Ou ainda que aquela velha mãe que você tem em casa, que batalhou a vida inteira para que você agora esteja onde está, enfim, e que você mesmo pode ser um bom motivo para se sentir muito feliz, pelo fato de estar vivo, são coisas que às vezes a gente esquece por conta do dia a dia.


Diário - Despertados esses valores fica, mais fácil partir para o que se convencionou chamar de autoajuda, é isso?


Geni - Como a própria expressão diz, é você mesmo se ajudando. Mas algumas pessoas vulgarizaram o que é a autoajuda, porque tem muito livro para isso. Mas é preciso dizer que o livro é só um instrumento para você pensar a sua experiência. A pior coisa que existe é alguém pensar que com a minha experiência pode ajudar alguém, não pode, lamentavelmente. O máximo que a minha experiência pode fazer é lhe dar elementos para que a sua experiência seja muito produtiva, mais nada.


Diário - Um efeito mais imediato é o sentimento de empatia que o relato da experiência do ou-tro proporciona, não é mesmo?


Geni - Exato, porque aí eu posso encontrar elementos na outra história muito parecida dizendo "poxa vida, comigo também foi assim, eu era muito pobre, minha mãe batalhou muito lavando roupa, limpando a casa". Então é possível que o relato da pessoa que está lá em cima (o coach) sobre uma solução encontrada nem sempre se aplica ao seu caso, entendeu?


Diário - Você falou de casos envolvendo pessoas adultas e até executivos, mas e os adolescentes e jovens que vivem o dilema de escolherem uma profissão, é possível encontrar essas respostas sobre aptidão profissional na escola convencional?


Geni - Hoje a nossa estrutura educacional não ajuda essa criança e digo criança porque ele sofre mesmo. Tem uma turma que já caiu na minha mão que diz sofrer porque está num vazio, dizendo ter estudado pra caramba, está no terceiro ano da fa-culdade e não é aquilo ainda, entende? Ele sofre porque o pai e a mãe têm uma profissão e ele se pergunta se tem que escolher a mesma profissão dos pais e indaga se vão ficar feliz com a sua esco-lha. Na verdade sofre a família também, pois há casos em que os próprios pais se esforçam para passar aos filhos o sentimento de que não queriam que ele escolhesse a mesma profissão que ele.


Diário - É que a profissão dos pais é a primeira referência para os filhos ao pensarem sobre que atividade profissional poderão exercer, não é mesmo?


Geni - É mesmo. Normalmente eu converso com os pais que me contratam e eu digo "vocês são o maior e o melhor exemplo para ele", então se o filho quiser escolher a profissão dos pais, o abençoe e deixe. Mas por outro lado já tive casos de uma família de médicos em que o menino queria fazer geografia e ele sofria para saber como dar essa notícia aos pais. Na minha casa, por exemplo, meu fi-lho já perguntou qual a profissão que ele deve ter para ganhar bem para eu ter as minhas coisas, pois a gente conversa muito sobre ter coisas e ser feliz, sabe? Minha resposta é "meu filho não existem profissões que pagam mal ou que pagam bem. Existem profissionais que são bons, profissionais que são excepcionais e profissionais que são medianos", então vai depender muito de cada caso. Eu mesmo vivo um verdadeiro paradigma de ser um profissional mal remunerado?


Diário - Qual é o paradigma então?


Geni - O paradigma do pedagogo, do professor. Eu escolhi outro caminho, pois sou pedagoga formada pela Universidade Federal do Amapá e já tive o privilégio de retornar lá como consultora, aliás, neste dia chorou todo mundo lá quando fui fazer uma homenagem aos servidores. Posso dizer que sou pedagoga por opção escolhi minha profissão, acredite. Mas eu orientei a minha profissão por um caminho que me desse prazer, então hoje eu me divirto e as pessoas me pagam para eu fazer isso.

Perfil

Geni Frota é Pedagoga, especialista em Dinâmica dos Grupos, pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos - SBDG, Coach de vida, Master Practitioner em Programação Neurolinguística. Ampla experiência como palestrante na área de desenvolvimento humano, experiência em prestação de serviços de consultoria e instrutoria para empresas. Experiência como coach de vida, individual e de equipes. Consultora nas áreas de Desenvolvimento Humano, Empreendedorismo, Planejamento e Negócios.

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